A Perfilados Rio Doce (PRD), indústria do Grupo RDG Aços do Brasil, inaugura no dia 17 de setembro, às 9h, uma nova fábrica na Serra, na região do Contorno. O investimento chega a R$ 350 milhões, bancados com recursos próprios da empresa, e deve gerar cerca de 200 empregos diretos, além de postos indiretos ao longo da cadeia produtiva.
A nova unidade será apresentada durante um brunch para cerca de 300 convidados, realizado na própria área industrial, na Rodovia do Contorno. Trata-se da terceira fábrica da PRD e a segunda unidade da empresa na Serra, já que o grupo também mantém uma planta em Linhares. Ao todo, as três unidades somam mais de 100 mil metros quadrados de área própria.
Nova fábrica dobra a capacidade de produção na Serra
Instalada em um terreno de 150 mil metros quadrados, com 62 mil metros quadrados de área construída, a nova fábrica dobra a capacidade produtiva da PRD e amplia em até 25% o mix de produtos da empresa. Entre as novidades estão tubos de grandes diâmetros, perfis especiais, chapas de maior espessura e alta resistência e chapas expandidas. Além disso, a unidade vai industrializar itens de construção civil que antes eram comprados prontos.
Outro destaque é a nova linha de galvanização a fogo, com tecnologia de última geração e grande capacidade de cuba. Segundo a empresa, o serviço supre uma lacuna do setor metalmecânico no Espírito Santo, que até então dependia de fornecedores de fora do estado.
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Investimento gera empregos e amplia carteira de clientes
Como resultado da expansão, a fábrica deve gerar, em média, 200 novos postos de trabalho diretos na Serra. O Grupo RDG já emprega cerca de mil pessoas e atende hoje uma carteira de aproximadamente 15 mil clientes ativos, distribuídos por nove escritórios comerciais em diferentes estados do país, além da base no Espírito Santo.
De caminhoneiro a empresário à frente do Grupo RDG
À frente do grupo está Ronaldo Roque Campo, natural de Castelo, no interior capixaba, nascido em 1949 e filho de agricultores descendentes de imigrantes italianos. Aos 18 anos, ele começou a trabalhar como motorista de caminhão, antes de se mudar para Vitória para estudar Economia na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
Ronaldo trabalhou na Central das Cooperativas Agrícolas do Espírito Santo e no Banestes enquanto cursava a faculdade, concluída em 1976. Ainda antes de se formar, passou a atuar na D. Dalla Bernardina e Irmãos, empresa em que teve o primeiro contato com o setor siderúrgico. Em 1991, fundou a D. Dalla Produtos Siderúrgicos, voltada à comercialização de vergalhões para a construção civil. Em seguida, com a saída dos demais sócios, o negócio deu origem à RDG Aços do Brasil.
Hoje, a RDG Aços soma nove unidades e cerca de 1.200 colaboradores diretos, enquanto a PRD, criada em 2000, mantém escritórios comerciais no Espírito Santo, em São Paulo, na Bahia, no Rio de Janeiro, em Pernambuco e em Minas Gerais. O grupo ainda controla a Centralfer, especializada em corte e dobra de vergalhões, e a Transcampo, responsável pelo transporte de cargas secas.
Apesar de mais de quatro décadas à frente dos negócios, Ronaldo mantém rotina próxima às empresas do grupo. “Nesses 45 anos de trabalho, sempre temos uma obra, seja uma nova unidade ou uma ampliação de melhoria por ano. Nunca paramos, sempre estamos investindo”, afirma o empresário.