Matagal, sujeira e calor: Ufes anuncia medidas de emergência após cortes de Bolsonaro

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Matagal, sujeira e calor: Ufes anuncia medidas de emergência após cortes de Bolsonaro
Após cortes de Bolsonaro, medidas afetam diretamente a limpeza e a manutenção dos prédios. (Foto: Divulgação)

Os danos causados pelos cortes de recursos orçamentários das universidades e institutos federais, anunciados em maio deste ano pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), poderão ser sentidos pelos alunos e por toda a sociedade capixaba muito em breve.

Em comunicado divulgado no início desta semana, a Administração Central da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) informou que algumas ações já serão adotadas “de forma emergencial” para reduzir os gastos da instituição. Segundo o comunicado, são medidas “para ajustar as despesas de custeio da instituição ao orçamento disponível até o final de 2019”.

Entre as ações emergenciais adotadas estão a suspensão das ajudas de custo para eventos aos estudantes; corte de 50% nas despesas de manutenção de equipamentos, de área verde e de material de consumo. Até mesmo a limpeza dos prédios da Ufes será afetada. De acordo com o comunicado oficial, haverá alteração na frequência da limpeza de banheiros da área administrativa, de salas de aula, administrativas e de professores, além dos corredores.

O trabalho de manutenção predial só irá ocorrer apenas em casos emergenciais, que possam gerar riscos para alunos e servidores. Está prevista, ainda, a suspensão do uso de aparelhos de ar-condicionado, menos nos espaços sem ventilação natural e em locais com equipamentos sensíveis a altas temperaturas, como os laboratórios.

“Diante do contingenciamento orçamentário de 30% imposto pelo Ministério da Educação às Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) de todo o país, a Ufes vem estudando, desde maio deste ano, medidas que possam ser implementadas para a redução de custos, considerando as prioridades para a manutenção das atividades de ensino, pesquisa e extensão (na Ufes, sobre o orçamento de R$ 71 milhões previsto para despesas de custeio em 2019, o bloqueio foi de 38%)”.

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