Uma das maiores redes de supermercados e atacarejo do Brasil enxugou a operação, fechou lojas e reduziu milhares de postos de trabalho. A medida faz parte de uma reorganização interna que mudou o ritmo de expansão da empresa.
O movimento envolve o Grupo Mateus, considerado a 3ª maior rede de varejo alimentar do país. A companhia aparece atrás apenas do Carrefour e do Assaí no ranking nacional do setor.
Entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026, o grupo fechou 28 lojas e reduziu o quadro em cerca de 6,6 mil funcionários. Com isso, a empresa passou a priorizar lojas mais rentáveis, controle de custos e aumento de eficiência.
A decisão chamou atenção porque o Grupo Mateus cresceu rapidamente nos últimos anos. A rede avançou principalmente nas regiões Norte e Nordeste e se tornou uma das gigantes do varejo alimentar brasileiro.
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Rede de supermercados fecha lojas e corta empregos
A redução aparece de forma clara no número de funcionários. Em cerca de um ano, o quadro saiu de aproximadamente 47,9 mil colaboradores para 41,2 mil.
Na prática, a queda representa um corte próximo de 14% na força de trabalho da companhia. Além disso, o grupo encerrou unidades que apresentavam desempenho abaixo do esperado.
Os fechamentos atingiram principalmente estados onde a rede tem forte presença, como Maranhão, Pará, Piauí, Ceará, Sergipe e Bahia.
Portanto, a mudança não ficou restrita a uma cidade ou a uma única operação. O processo fez parte de uma revisão mais ampla do modelo de crescimento da empresa, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.
Grupo Mateus muda estratégia no Brasil
Durante anos, o Grupo Mateus apostou em expansão acelerada. A empresa abriu lojas, entrou em novos mercados e ampliou a atuação no atacarejo, supermercados, distribuição e eletrodomésticos.
Agora, no entanto, a prioridade mudou. A companhia passou a olhar com mais rigor para o desempenho de cada unidade.
Com isso, lojas com menor retorno perderam espaço dentro da estratégia. Ao mesmo tempo, unidades consideradas mais fortes ganharam mais atenção da empresa.
A ideia é tornar a operação mais enxuta, preservar margens e fortalecer pontos de venda com maior potencial de lucro.
Fechamento não significa crise de faturamento
Embora tenha fechado 28 lojas e cortado milhares de empregos, o Grupo Mateus segue com números bilionários.
A rede registrou faturamento de R$ 43,5 bilhões em 2025, resultado que colocou a empresa na 3ª posição entre as maiores redes de supermercados e atacarejo do Brasil.
Por isso, o fechamento das lojas não ocorreu apenas por falta de receita. A reorganização tem relação direta com rentabilidade, eficiência e revisão de custos.
Em outras palavras, a empresa decidiu crescer com mais cautela. A expansão continua possível, mas novos projetos devem passar por uma análise mais criteriosa.
Supermercados enfrentam pressão no país
A decisão do Grupo Mateus acontece em um momento de forte competição no varejo alimentar. Supermercados, atacarejos e hipermercados disputam consumidores que buscam preço baixo e promoções.
Além disso, o setor enfrenta custos elevados com logística, energia, aluguel, juros e folha de pagamento. Por causa disso, grandes redes passaram a revisar unidades menos lucrativas.
Nesse cenário, muitas empresas preferem reduzir despesas e melhorar o resultado das lojas já abertas antes de acelerar novas inaugurações.
Assim, o fechamento de unidades passa a fazer parte de uma estratégia usada por grandes companhias para proteger caixa e margem de lucro.
Quais marcas fazem parte do Grupo Mateus?
O Grupo Mateus atua em diferentes formatos dentro do varejo. Entre as principais bandeiras estão Mix Mateus, Mateus Supermercados, Camiño Supermercados, Spazio, Eletro Mateus, Armazém Mateus, Bumba Meu Pão e Food Service Mateus.
Cada marca atende um tipo de público. O Mix Mateus, por exemplo, atua no modelo de atacarejo. Já o Mateus Supermercados concentra operações de supermercado e hipermercado.
A empresa também trabalha com distribuição, eletrodomésticos, móveis, eletrônicos, panificação e produção de alimentos para abastecer as próprias lojas.
Fundado por Ilson Mateus Rodrigues, o grupo segue entre os maiores nomes do varejo brasileiro. No entanto, a fase atual mostra uma mudança clara de rota: menos expansão acelerada e mais foco em eficiência, rentabilidade e consolidação.