Legumes rejeitados no mercado viram sopa para população carente

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Legumes rejeitados no mercado viram sopa para população carente
Diariamente 250 toneladas de alimentos são jogados fora na Ceasa. Foto: Divulgação

Todo dia mais de 250 toneladas de frutas, legumes e verduras são jogados fora no Ceasa. Mas um grupo de voluntários utilizam esses alimentos que não são tão bonitos para as vendas e alimentam mais de 600 pessoas por semana.

Todas as sextas feiras e sábados pela manhã, os voluntários estacionam os carros no Ceasa, em Cariacica/ES, em busca de doações. A ideia é reaproveitar os produtos para alimentar famílias carentes.

Parte desta arrecadação é entregue em um orfanato nas sextas-feiras, chamado Casa da Tia Loura, que atende crianças em situação de risco. A outra parte alimenta 500 crianças da Comunidade 23 de maio, em Terra Vermelha, na Noite da Sopa, ainda na sexta feira; e um terceiro grupo também é beneficiado: Nas noites de terça feira cerca de 100 pessoas, acompanhantes de pacientes internados em hospitais da Grande Vitória, recebem sopa quentinha.

Os voluntários que preparam a sopa de terça feira, começam a se reunir por volta das 17h. Muitos vão direto do trabalho e iniciam o segundo turno de atividades, que só termina depois que a sopa é entregue nas portas dos hospitais Bezerra de Farias e PA da Glória. “Muitas pessoas precisam acompanhar os familiares e não têm como se alimentar, e hoje já esperam a nossa chegada. Somos doze voluntários fixos na terça feira, mas há outros sazonais, ou que também fazem parte do projeto com outras atividades: por exemplo, um voluntário que nos cede a câmera fria para armazenar os alimentos até que sejam preparados e distribuídos”, explica Junior Paiva, coordenador do projeto.

O próximo dia 9 será lembrado como o Dia de Conscientização do Combate à Fome e à Miséria. Para Junior Paiva, que também participa do projeto Mutirão de Natal, a sociedade precisa abrir os olhos para os dois lados: Há muita gente passando fome, e há também muito alimento sendo jogado fora. “No meio estamos nós, que podemos ser ponte para melhorar a vida de quem precisa e cuidar do planeta. E no fundo, os maiores beneficiados ainda somos nós, que encontramos razão para a nossa existência, através do sorriso de uma criança ou de uma mãe, que passou o dia todo ao lado do leito de um filho, com fome”, conclui.

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