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INSS muda regra da biometria obrigatória para aposentados e pensionistas e pode afetar benefícios

INSS muda regras da biometria obrigatória para aposentados e pensionistas.
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INSS muda regras da biometria obrigatória para aposentados e pensionistas. Crédito: Divulgação
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Aposentados e pensionistas precisam acompanhar uma mudança importante nas regras do INSS. O governo federal está ampliando a identificação por biometria e estabeleceu novos prazos para que segurados utilizem seus dados biométricos na solicitação e em determinados procedimentos de manutenção dos benefícios.

A medida faz parte de um processo de modernização que pretende reforçar a segurança dos pagamentos e impedir fraudes. Entretanto, as exigências variam conforme a situação de cada beneficiário e o período de implantação das novas regras.

Quem já recebe aposentadoria ou pensão não precisa, necessariamente, procurar um posto de identificação imediatamente. Por outro lado, cidadãos que solicitam novos benefícios podem encontrar exigências adicionais para comprovar a identidade.

O calendário prevê mudanças graduais até 2028, quando a Carteira de Identidade Nacional (CIN) assumirá o papel central na identificação biométrica. Até lá, o governo continuará reconhecendo outros registros oficiais em determinadas situações.

INSS muda exigência de biometria para aposentados e pensionistas

O governo iniciou a implantação da biometria obrigatória em novembro de 2025. Desde então, a identificação biométrica passou a integrar as exigências para novos pedidos de benefícios, conforme as etapas previstas na regulamentação.

Uma nova fase começou em 1º de maio de 2026. A partir dessa data, quem solicita um benefício e não possui biometria em uma das bases oficiais reconhecidas precisa providenciar a Carteira de Identidade Nacional para cumprir a exigência.

Na prática, o INSS consulta os cadastros disponíveis antes de exigir qualquer providência adicional do cidadão.

Caso encontre dados biométricos válidos, o sistema poderá aproveitar essas informações durante o período de transição. Entretanto, quando não localizar nenhum registro aceito, o instituto poderá exigir a regularização.

A mudança atinge principalmente os novos requerimentos. Para quem já recebe aposentadoria, pensão ou outro benefício, o governo adotou um procedimento gradual, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Aposentados podem ter benefícios do INSS bloqueados por falta de biometria?

A nova regra pode interferir na concessão e em procedimentos de manutenção de benefícios, mas não determina o bloqueio imediato de todos os pagamentos de quem ainda não possui a nova identidade.

O governo esclarece que aposentados e pensionistas com benefícios ativos não perderão automaticamente os depósitos apenas por não terem emitido a CIN.

Entretanto, alguns segurados poderão receber uma solicitação para atualizar seus dados durante procedimentos de revisão ou manutenção.

Nessas situações, o cidadão deverá cumprir as orientações do INSS dentro dos prazos informados. A falta de regularização após uma exigência formal poderá gerar dificuldades no andamento do procedimento e consequências para o benefício, conforme as regras aplicáveis.

Por isso, aposentados e pensionistas devem acompanhar as notificações pelo Meu INSS e pelos demais canais oficiais.

O instituto não exige que todos os beneficiários procurem imediatamente os postos de emissão da nova carteira de identidade.

Biometria do INSS terá novas regras em 2027 e 2028

O cronograma prevê outras duas etapas importantes para a identificação dos segurados.

A primeira mudança ocorrerá em 1º de janeiro de 2027. A partir dessa data, quem não tiver biometria previamente registrada em uma base oficial reconhecida deverá utilizar a Carteira de Identidade Nacional para cumprir a exigência nos procedimentos abrangidos.

Os cidadãos que já possuem registros biométricos válidos poderão continuar utilizando essas informações durante a transição, respeitando as condições estabelecidas pelo governo.

Já em 1º de janeiro de 2028, começará a etapa definitiva. A CIN passará a ser a referência biométrica obrigatória para concessão, manutenção e renovação dos benefícios alcançados pela regulamentação.

Com isso, a possibilidade de utilizar exclusivamente cadastros biométricos de outros documentos deixará de valer para esses procedimentos.

A mudança busca concentrar a identificação dos brasileiros em uma única base nacional e aumentar a segurança dos serviços previdenciários.

Quem tem CNH ou título de eleitor precisa fazer outra biometria?

Atualmente, o governo permite utilizar informações biométricas já registradas em diferentes sistemas oficiais.

Entre os cadastros reconhecidos durante a transição estão os dados vinculados à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e à Justiça Eleitoral, conforme as condições previstas nas regras.

Dessa maneira, o segurado que já cadastrou suas impressões digitais poderá ter essas informações aproveitadas pelo INSS, sem precisar realizar imediatamente uma nova coleta.

O próprio sistema faz a consulta às bases disponíveis para identificar se existe um cadastro válido.

Entretanto, essa alternativa será temporária. Com a conclusão da transição em 2028, a Carteira de Identidade Nacional assumirá a função de referência obrigatória para os procedimentos abrangidos.

Por isso, mesmo quem já possui biometria na CNH ou no título de eleitor deverá acompanhar os prazos para obter a CIN.

INSS prevê exceções para idosos acima de 80 anos e outros grupos

Nem todos os segurados terão que cumprir as exigências biométricas da mesma maneira.

O governo estabeleceu condições diferenciadas para pessoas que enfrentam dificuldades de deslocamento ou situações específicas que impedem o comparecimento aos postos de identificação.

Entre os grupos contemplados pelas hipóteses de dispensa estão:

  • Idosos com mais de 80 anos;
  • Brasileiros que residem no exterior;
  • Pessoas com dificuldades de locomoção por questões de saúde ou deficiência;
  • Moradores de regiões consideradas de difícil acesso;
  • Migrantes, refugiados e apátridas, nas condições previstas na regulamentação.

A aplicação dessas exceções depende dos critérios oficiais e poderá exigir documentos que comprovem a condição do beneficiário.

O objetivo é impedir que pessoas com dificuldades para realizar o cadastro biométrico fiquem sem acesso aos benefícios por não conseguirem comparecer aos locais de atendimento.

Como fazer a nova carteira de identidade para o INSS?

A Carteira de Identidade Nacional substitui gradualmente o antigo RG e utiliza o CPF como número único de identificação.

O documento reúne informações padronizadas e recursos de segurança que facilitam a confirmação da identidade em diferentes serviços públicos.

Além disso, a CIN possui QR Code para verificação de autenticidade e oferece uma versão digital, disponível pelos serviços do Gov.br após a emissão do documento físico.

A primeira via da nova carteira de identidade é gratuita em todo o Brasil.

Para solicitar o documento, o cidadão deve procurar o órgão de identificação responsável em seu estado. Os procedimentos de agendamento e os locais de atendimento variam conforme a região.

Normalmente, os postos exigem o CPF e a certidão de nascimento ou casamento, de acordo com a situação civil do interessado.

Em alguns estados, o atendimento depende de agendamento pela internet. Já outros municípios promovem mutirões com distribuição de senhas e emissão gratuita.

O que aposentados e pensionistas devem fazer agora?

Neste momento, a principal recomendação é verificar se existe alguma exigência pendente no Meu INSS e acompanhar as comunicações oficiais.

Quem já recebe normalmente e não recebeu qualquer solicitação de atualização biométrica não precisa correr para emitir a CIN apenas por medo de uma suspensão automática.

Por outro lado, quem ainda não possui o documento pode se organizar para solicitar a primeira via gratuita, principalmente diante das mudanças previstas para 2027 e 2028.

O calendário estabelece uma transição gradual, mas a identificação biométrica terá cada vez mais importância para quem depende dos benefícios previdenciários.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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