Um homem de 27 anos foi preso após uma investigação apontar um golpe que causou prejuízo superior a R$ 100 mil a um personal trainer. Segundo a polícia, o suspeito usou até o reconhecimento facial da vítima para contratar um financiamento de forma fraudulenta.
A Polícia Civil prendeu o investigado nesta terça-feira (22), na Serra, durante o cumprimento de um mandado judicial. A Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa) conduziu a investigação.
Suspeito teria trocado carro alugado por motocicleta
De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), o homem, Gustavo Peixoto Cordeiro, de 27 anos, ofereceu um automóvel em troca da motocicleta do personal trainer.
A vítima aceitou a negociação. No entanto, semanas depois, descobriu que o carro não pertencia ao suspeito.M Na verdade, segundo a investigação, o veículo havia sido alugado.
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O delegado Fabiano Alves, titular da Defa, explicou como o esquema teria ocorrido. “Ele teria oferecido um automóvel em troca da motocicleta da vítima. Semanas depois da negociação, o personal trainer descobriu que o carro recebido não pertencia ao investigado e, na verdade, era um veículo alugado”, afirmou ao Tempo Novo.
Reconhecimento facial teria sido usado em financiamento
Além da troca dos veículos, os investigadores identificaram outro ponto do golpe.
Durante a negociação, o suspeito teria pedido que o personal trainer realizasse um procedimento de reconhecimento facial.
Segundo o delegado, o homem afirmou que a biometria seria necessária para concluir a transferência do automóvel. Entretanto, a polícia apurou que o reconhecimento facial teve outra finalidade.
O investigado teria usado os dados biométricos para contratar um financiamento de veículo em nome da vítima, sem autorização.
Dessa forma, o prejuízo aumentou ainda mais.
Ao somar o valor da motocicleta entregue na negociação e o financiamento contratado de maneira fraudulenta, a Polícia Civil calcula perdas superiores a R$ 100 mil.
Preso já era investigado por outro estelionato
A Polícia Civil informou ainda que o homem possui antecedentes criminais.
Além disso, agentes da própria Defa já haviam prendido o investigado em julho de 2025, no Estado de São Paulo. Naquela ocasião, a Polícia Civil paulista participou da operação.
Segundo Fabiano Alves, o homem respondia a outro mandado de prisão por estelionato. “Na ocasião, ele era alvo de outro mandado de prisão por estelionato, em um caso conhecido como ‘estelionato do amor’”, explicou o delegado.
Após a nova prisão, os policiais levaram o homem para os procedimentos legais.
Em seguida, ele foi encaminhado ao Centro de Triagem do Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa. O investigado permanece à disposição da Justiça.