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Filho vem da Inglaterra para ver o pai e morre em acidente na Serra antes do reencontro

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Nerzi Dias Ferreira, que morreu ao cair de obra na Serra, e fachada do imóvel isolada por fita em Jacaraípe
Nerzi Dias Ferreira, de 56 anos, morreu ao cair do segundo andar de uma obra na Serra. Crédito: Lucas Barcelos | TV Gazeta ES
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Um homem de 56 anos morreu ao cair do segundo andar de uma obra na Serra, na noite desta quarta-feira (14). Nerzi Dias Ferreira estava em um imóvel dele, no bairro Residencial Jacaraípe, quando uma parede em construção cedeu. Ele morava na Inglaterra havia 25 anos. Como fazia todos os anos, tinha voltado ao Espírito Santo no domingo (11) para visitar a família.

Parede cedeu durante medição em obra na Serra

Segundo testemunhas, Nerzi usava uma trena para medir a estrutura, no segundo andar do imóvel. Sem sustentação, a parede se rompeu e ele despencou de uma altura de cerca de 3,5 metros, direto na calçada. Ele caiu de cabeça e morreu no local. Pedaços da parede e a trena que ele usava ficaram espalhados pelo chão.

Crianças que brincavam na rua viram a queda e correram para chamar os adultos. Foi pelos gritos delas que a vizinha Andréia Prado percebeu o que tinha acontecido. Em entrevista à TV Gazeta, ela contou que Nerzi já estava sem vida quando chegou ao local.

Samu confirmou a morte no local

Pouco depois, a Polícia Militar e o Samu chegaram, e a equipe médica confirmou a morte. De acordo com a Polícia Científica, a perícia recebeu o chamado às 20h33. Em seguida, a equipe encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML), em Vitória. Após a necropsia, o IML libera o corpo para a família.

Morava na Inglaterra e visitava a família todo ano

Natural de São Mateus, no Norte do Estado, Nerzi trabalhava como motorista de caminhão na Inglaterra. É lá que vivem a esposa e os três filhos que ele deixa. Já o pai mora na Serra, e as visitas à família eram um compromisso anual.

Desta vez, porém, o reencontro com o pai não chegou a acontecer. Segundo a irmã, Marilde Dias Ferreira, ele foi direto do aeroporto para o imóvel em obras. Só depois faria a visita.

A casa era de Nerzi, que a alugava para inquilinos. Mesmo assim, ele gostava de acompanhar a obra de perto e passava boa parte do tempo ali. Para a irmã, a construção funcionava como um passatempo.

Marilde soube do acidente por telefone e saiu de casa pensando em levar o irmão ao hospital. “Foi um choque muito grande para mim. Eu não tinha visto ele desde domingo”, disse à TV Gazeta. Ela também lembrou o jeito alegre e brincalhão do irmão e disse que ainda não encontra palavras para a perda.

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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