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Governo anuncia medidas para conter alta dos combustíveis e mantém desconto de R$ 2,12 no diesel

Pacote inclui fiscalização em postos e distribuidoras, multas de até R$ 500 milhões e manutenção da subvenção sobre o óleo diesel
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alta dos combustíveis
O governo apresentou as medidas nesta segunda-feira (28). Crédito: Divulgação
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O Governo Federal anunciou novas medidas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis. Entre as ações, o governo manteve o benefício de R$ 2,12 por litro de diesel e ampliou a fiscalização no setor.

Além disso, o pacote prevê punições mais duras para postos e distribuidoras que aumentarem os preços sem justificativa.

O governo apresentou as medidas nesta segunda-feira (28). A decisão ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, com o barril acima de US$ 100.

Segundo o Governo Federal, os conflitos no Oriente Médio pressionaram as cotações nas últimas semanas. Por isso, a União decidiu manter medidas para reduzir os efeitos dessa alta no Brasil.

Governo mantém desconto de R$ 2,12 no diesel

Uma das principais medidas envolve o óleo diesel.

Na sexta-feira (25), o Ministério da Fazenda publicou a Portaria nº 2.946/2026. O texto mantém a subvenção de R$ 2,12 por litro.

Com o fim da Medida Provisória nº 1.363, a MP nº 1.391 passa a garantir integralmente o benefício.

Dessa forma, o governo pretende reduzir o impacto da alta internacional do petróleo sobre o preço do diesel.

Além disso, a União poderá atualizar as medidas conforme a movimentação do mercado internacional.

Fiscalização aumenta em postos e distribuidoras

Enquanto mantém o benefício do diesel, o governo também ampliou as fiscalizações.

A Operação Carga Pesada realizou 241 ações entre os dias 21 e 25 de setembro.

A mobilização reúne a Secretaria Nacional do Consumidor, a Agência Nacional do Petróleo e os Procons.

O objetivo é identificar possíveis aumentos injustificados nas margens de lucro.

Antes da operação, a Senacon reuniu mais de 140 representantes de Procons. Além disso, a ANP recebeu cerca de 330 denúncias relacionadas ao mercado de combustíveis.

Operação realizou 241 fiscalizações

Ao todo, os órgãos realizaram 241 ações durante a operação.

Desse total:

  • 87 ações ficaram com a ANP;
  • 86 foram realizadas pelos Procons;
  • 12 ficaram sob responsabilidade da Senacon;
  • 30 reuniram equipes da ANP e dos Procons;
  • 26 tiveram participação conjunta da ANP e da Senacon.

Além disso, a Senacon abriu 70 processos administrativos contra postos e distribuidoras.

A secretaria iniciou os processos após receber autos de infração produzidos pela ANP.

Multas contra distribuidoras passam de R$ 700 milhões

A ANP também aplicou multas que somam mais de R$ 700 milhões contra distribuidoras de combustíveis.

Segundo a agência, as fiscalizações identificaram casos de aumento abusivo de preços.

Entretanto, as decisões ainda estão na primeira instância administrativa. Por isso, as empresas podem apresentar recurso.

Os processos analisam práticas registradas durante a vigência das Medidas Provisórias nº 1.340 e nº 1.349.

Essas normas deram à ANP poder para fiscalizar aumentos considerados abusivos.

Em alguns casos, segundo o Governo Federal, a margem bruta das distribuidoras cresceu mais de 1.350%.

Governo cria multas de até R$ 500 milhões

Além das fiscalizações, o governo aumentou as punições para determinadas infrações.

A Medida Provisória nº 1.393 alterou regras do Código de Defesa do Consumidor.

Agora, agentes da cadeia de combustíveis podem receber multas entre R$ 20 mil e R$ 500 milhões.

A regra vale, por exemplo, para casos de aumento de preços sem justa causa.

Além disso, nessas situações, o limite geral de multa previsto no Código de Defesa do Consumidor não será aplicado.

Governo afirma que não faltará diesel

Apesar da alta dos preços, o Governo Federal afirma que o país possui diesel suficiente para atender à demanda.

Para outubro, o governo estima consumo de 3,950 milhões de metros cúbicos.

Por outro lado, a oferta confirmada chega a 3,978 milhões de metros cúbicos.

Além disso, o Brasil possui estoque de aproximadamente 1,970 milhão de metros cúbicos de diesel.

Segundo o governo, esse volume consegue atender cerca de 15 dias de consumo.

Monitoramento ocorre toda semana

Desde março, o Ministério de Minas e Energia coordena uma mesa de acompanhamento do mercado.

O grupo reúne órgãos públicos e representantes do setor privado.

Toda semana, os participantes analisam o cenário internacional, as importações, a distribuição e os estoques.

Além disso, o monitoramento trabalha com uma projeção de até dois meses.

Assim, o governo busca identificar possíveis riscos com antecedência e evitar problemas no abastecimento.

Fiscalização dos combustíveis deve continuar

O Governo Federal informou que continuará acompanhando os preços dos combustíveis.

Por isso, novas fiscalizações poderão ocorrer em postos e distribuidoras.

Ao mesmo tempo, o governo pretende manter medidas para reduzir os impactos da alta do petróleo.

Caso os órgãos identifiquem aumentos sem justificativa, as empresas poderão responder a processos administrativos e receber multas.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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