Lorenzo Pazolini (Republicanos) venceu a eleição para governador na Serra neste domingo (25), mas viu o adversário chegar perto. O ex-prefeito de Vitória somou 135.501 votos na cidade, o equivalente a 51,44% dos válidos. Ricardo Ferraço (MDB), atual governador, ficou com 127.933 votos (48,56%), a 7.568 votos de distância.
O placar apertado contrasta com o primeiro turno. No dia 4 de outubro, Pazolini teve 132.959 votos na Serra (52,87%), contra 67.631 (26,89%) de Ferraço. Se a eleição dependesse só dos eleitores da Serra, o republicano teria vencido já na primeira rodada.
Naquela votação, a vantagem dele no município chegava a 65.328 votos. Três semanas depois, essa diferença encolheu cerca de 88%.
Ferraço quase dobrou de votos na Serra
Entre um turno e outro, Ferraço ganhou 60.302 votos na cidade, um crescimento de 89%. Pazolini, por sua vez, avançou apenas 2.542 votos.
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A apuração não mostra para onde foi cada voto, mas os números dão pistas. No primeiro turno, os três candidatos eliminados somaram 50.874 votos na Serra. O maior volume ficou com Helder Salomão (PT), que teve 47.547 votos (18,91%). Também disputaram Breno Barcelos (Missão), com 2.924, e Rafael Demuner (UP), com 403.
Além disso, a Serra teve mais eleitores nas urnas e menos votos em branco. O comparecimento subiu de 281.326 para 289.326, e a abstenção caiu de 22,11% para 19,90%. Já os brancos recuaram de 14.635 para 8.378, enquanto os nulos passaram de 15.227 para 17.514.

Eleição para governador na Serra foi mais apertada que no Estado
No resultado estadual, Pazolini teve 1.151.818 votos (52,17%), contra 1.056.119 (47,83%) de Ferraço, segundo o TSE. Na Serra, a margem foi menor: 2,88 pontos, contra 4,34 no Estado.
A inversão chama atenção. No primeiro turno, a Serra deu a Pazolini um desempenho melhor que a média capixaba, de 49,65%. Agora, o percentual dele na cidade ficou abaixo do estadual.
Pazolini concorreu pela coligação Paz para Viver, formada por Republicanos, PL e Democrata, e assume o governo em janeiro de 2027. Com o resultado, a Serra repetiu na disputa estadual o roteiro da eleição presidencial: quem liderava venceu, mas por uma margem muito menor que a do primeiro turno.