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Festa de Iemanjá reúne fiéis e casas de axé em Jacaraípe

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A Festa de Iemanjá, em Jacaraípe, e inclui roda de xire e gira, apresentação de capoeira, samba de roda e a feira de artesanato do axé. Crédito: Divulgação
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Neste domingo (1º), a partir das 15h, o Monumento a Iemanjá, localizado na Praça Encontro das Águas, em Jacaraípe, na Serra, será palco da tradicional celebração em homenagem à divindade conhecida como a “Rainha do Mar”, reverenciada pelas religiões de matriz africana.

A organização do evento é da União Espírita Capixaba (Unescap) e contará com a participação de diversas casas de religiões de matriz africana, promovendo um grande encontro de espiritualidade, cultura e resistência.

A programação inclui roda de xire e gira, apresentação de capoeira, samba de roda e a feira de artesanato do axé, valorizando artistas, artesãos e a economia local.

Segundo Saionara Paixão, presidente da Unescap, a celebração tem um papel histórico e simbólico. “A 49ª edição da tradicional Festa de Iemanjá é um evento que há quase cinco décadas fortalece a fé, a cultura e a ancestralidade do povo de axé no Espírito Santo”, afirmou.

Um dos momentos mais marcantes do festejo será a entrega do balaio em reverência a Iemanjá, gesto ancestral que simboliza fé, gratidão, renovação e respeito às águas, à natureza e aos antepassados. Para a organização, a festa vai além do aspecto religioso.

“Mais do que uma celebração religiosa, a Festa de Iemanjá é um ato de afirmação da ancestralidade afro-brasileira, de luta pela preservação dos espaços sagrados, de promoção do respeito à diversidade religiosa e de fortalecimento da cultura popular, reafirmando o direito de existir, celebrar e ocupar os espaços públicos com dignidade”, destacou Saionara ao TN.

O evento é aberto ao público.

Monumento e significado

O Monumento a Iemanjá, em Jacaraípe, foi inaugurado em 1977, há 49 anos, em um local simbólico que representa o encontro das águas do rio com o mar, espaço de grande importância para a comunidade pesqueira da região.

Iemanjá é uma divindade das religiões afro-brasileiras, reconhecida como a Rainha do Mar. O monumento é um importante ponto de referência para praticantes do candomblé, umbanda, ifá e quimbanda, além de possuir forte valor cultural e religioso para a comunidade local.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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