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Exposição gratuita reúne cinco artistas e abre neste sábado na Serra

“EKHOS DE NÓS” nasce de uma residência artística e reúne trabalhos sobre memória, identidade, cotidiano e os caminhos que constroem um artista
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exposição gratuita na Serra
Artistas da exposição coletiva EKHOS DE NÓS, que será aberta gratuitamente no Centro Cultural Eliziário Rangel, na Serra. Crédito: Divulgação
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Cinco artistas se encontram em uma exposição coletiva que transforma memórias, dúvidas, afetos e experiências pessoais em diferentes formas de criação. A mostra “EKHOS DE NÓS” será aberta gratuitamente neste sábado (8), a partir das 15 horas.

A exposição acontece no Centro Cultural Eliziário Rangel, na Serra, e reúne trabalhos de Alec Costa, Fred Farias, Nathalia de Oliveira Barbosa, Pedro Galindo e Rafael Pazolini. A abertura está prevista para ocorrer das 15h às 17h.

A mostra nasceu da Residência Roda d’Água e parte de uma pergunta comum aos cinco participantes: “O que nos torna artistas?”. A partir dela, cada integrante desenvolveu uma investigação própria, criando obras atravessadas por memória, imaginação, experiências, afetos, dúvidas e desejos. 

Exposição nasce do encontro entre cinco artistas

Apesar de apresentar trabalhos individuais, “EKHOS DE NÓS” também procura mostrar o que aconteceu durante a convivência entre os participantes.

De acordo com apuração, o conceito da exposição compara esses encontros a um eco. Um som nunca retorna exatamente da mesma maneira depois de se espalhar. Da mesma forma, uma experiência também sofre transformações quando encontra novas pessoas, olhares e maneiras de criar.

Assim, as trajetórias dos cinco artistas continuam diferentes entre si, mas passam a dialogar dentro do mesmo espaço.

A proposta é mostrar que a construção artística não acontece apenas de forma individual. Conversas, conflitos, descobertas, influências e relações estabelecidas durante uma residência também podem interferir diretamente no processo de criação.

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Fred Farias transforma o cotidiano em obra

Entre os trabalhos da exposição está “O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar o dedo”, de Fred Farias.

A obra investiga a forma como as pessoas enxergam aquilo que está ao redor e propõe uma redescoberta das pequenas experiências do cotidiano.

Segundo a apresentação da mostra, Fred convida o público a observar novamente situações e elementos que, por fazerem parte da rotina, muitas vezes acabam passando despercebidos.

Nathalia Barbosa utiliza crochê para falar sobre memória

Já Nathalia de Oliveira Barbosa apresenta “Um ponto de cada vez”. A artista parte das próprias lembranças, dos vínculos familiares e das experiências que ajudaram a formar sua trajetória.

Nesse processo, o crochê aparece como linguagem artística e também como forma de organizar o tempo. Cada ponto passa a representar um fragmento de memória e da construção da identidade.

Rafael Pazolini aborda infância e imaginação

Rafael Pazolini participa da exposição com a obra “O Rei na Barriga”. O trabalho aproxima infância, arte e imaginação. Dessa forma, o artista apresenta a capacidade de imaginar novos mundos como uma possibilidade de também reconstruir a maneira como cada pessoa enxerga a si mesma.

A infância aparece como espaço de potência criativa e de novas possibilidades de existência. Pedro Galindo leva conflitos do processo criativo para a exposição

Pedro Galindo apresenta “Angústia de ser só para si”

O artista trabalha com sensações que podem acompanhar o próprio processo de criação, como ansiedade, raiva, ambição e o desejo de comunicar algo que ainda não encontrou uma forma definitiva.

A obra investiga justamente essa tentativa de alcançar o outro através da linguagem e da criação artística.

Alec Costa reflete sobre identidade e autoria

Alec Costa apresenta “Como em cima, assim embaixo”, trabalho voltado às relações entre identidade, memória e autoria. A investigação compreende a trajetória artística como uma escrita permanente, na qual cada experiência pode dar origem a uma nova narrativa. A mostra coletiva conta ainda com curadoria de Geyzamara Martins.

“EKHOS DE NÓS” não busca uma resposta definitiva

Embora a pergunta “O que nos torna artistas?” tenha acompanhado a residência, a exposição não pretende entregar uma resposta única. Ao contrário, cada obra apresenta uma possibilidade diferente.

A proposta é mostrar que tornar-se artista também representa um processo em permanente construção, influenciado tanto pelas experiências individuais quanto pelos encontros realizados ao longo do caminho.

A própria ideia de eco ajuda a resumir essa proposta: nenhuma experiência retorna exatamente igual depois de atravessar outras pessoas.

Por isso, “EKHOS DE NÓS” convida o visitante a desacelerar o olhar e perceber a arte não apenas como uma obra pronta, mas também como encontro, processo e possibilidade de transformação. 

Exposição tem entrada gratuita na Serra

A abertura acontece neste sábado, 8 de agosto, a partir das 15 horas, no Centro Cultural Eliziário Rangel.

A programação de inauguração acontece das 15h às 17h e a entrada é gratuita.

EKHOS DE NÓS

  • Artistas: Alec Costa, Fred Farias, Nathalia de Oliveira Barbosa, Pedro Galindo e Rafael Pazolini
  • Curadoria: Geyzamara Martins
  • Data: sábado, 8 de agosto
  • Horário: das 15h às 17h
  • Local: Centro Cultural Eliziário Rangel
  • Endereço: Rua Humberto de Campos, São Diogo, Serra
  • Entrada: gratuita

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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