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ES tira nota máxima em gestão do dinheiro público pelo terceiro ano seguido

Estado recebeu de novo a Nota A+ do Tesouro Nacional, a classificação máxima em gestão fiscal.
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Para o governador Ricardo Ferraço, o número só faz sentido quando chega à ponta. Crédito: divulgação.
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O Espírito Santo recebeu pelo terceiro ano consecutivo a Nota A+ do Tesouro Nacional, a classificação máxima em gestão fiscal. O resultado saiu nesta terça-feira (11) e coloca o Estado no grupo de melhor desempenho fiscal do país. Desde que o Tesouro passou a usar essa nota, em 2024, o ES nunca ficou fora dela.

A nota máxima em Capacidade de Pagamento, por sua vez, o Estado mantém há 15 anos seguidos.

Para o governador Ricardo Ferraço, o número só faz sentido quando chega à ponta.

“A Nota A+ é uma conquista dos capixabas. Desde 2012 temos um Estado organizado. Ter uma situação fiscal responsável não pode ser o fim, mas um meio de transformar vidas”, afirmou.

O governador ligou o resultado diretamente ao que o morador vê na rua. “Com um Estado organizado, podemos garantir recursos para o que mais importa para a população, que são as obras e serviços que mudam a vida de forma direta.” Ele completou dizendo que o caminho está construído e que o Estado deve seguir como referência para o país.

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O que a Nota A+ mede

A classificação junta duas avaliações. A primeira é a Capacidade de Pagamento, a Capag, que analisa endividamento, poupança corrente e liquidez. Ela mostra se o Estado consegue honrar seus compromissos. A segunda é o Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, que checa se os dados enviados pelo governo são precisos e confiáveis. O ES tirou A nas duas.

Neste ano, a avaliação de qualidade da informação considerou 207 quesitos, 24 mais que na rodada anterior.

Por que isso importa para o bolso

A Capag é o critério que o Tesouro usa para liberar empréstimos com garantia da União. Sem nota boa, o Estado perde acesso a crédito mais barato para obras.

O secretário da Fazenda, Benicio Costa, também associou o resultado à economia. Segundo ele, contas sólidas garantem recursos para áreas estratégicas e ajudam a atrair empresas e investimentos, o que se converte em emprego.

Já o subsecretário do Tesouro Estadual, Daniel Corrêa, destacou o efeito sobre a credibilidade do Estado diante de investidores e bancos.

A nota técnica do Tesouro atestou ainda o cumprimento das metas do Programa de Reestruturação e Ajuste Fiscal, que acompanha endividamento, resultado primário, gastos com pessoal, arrecadação e caixa líquido.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é diretor de jornalismo do Jornal Tempo Novo e colunista do portal. À frente da coluna Mestre Álvaro, aborda temas relevantes para quem vive na Serra, com análises aprofundadas sobre política, economia e outros assuntos que impactam diretamente a vida da população local. Seu trabalho se destaca pela leitura crítica dos fatos e pelo uso de dados para embasar reflexões sobre o município e o Espírito Santo.

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