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quinta-feira, 04 março - 2021
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Secretária de Saúde da Serra:

“Dependemos do Ministério da Saúde para comprar vacinas”, esclarece Sheila Cruz

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Yuri Scardinihttps://www.portaltemponovo.com.br
Morador da Serra, Yuri Scardini é repórter do Tempo Novo. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a editoria de política.

Sheila Cruz é a Secretária de Saúde da Serra. Foto: Ana Paula Bonelli | Jornal Tempo Novo 

O município da Serra detém a segunda maior estrutura em saúde pública do Espírito Santo, perdendo apenas para o Governo do Estado. Ao todo são 101 equipamentos de saúde, dos quais contabilizam quatro dezenas de Unidades Básicas de Saúde e três Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s). Quem foi designada pelo prefeito Sérgio Vidigal (PDT) para comandar a linha de frente desse arranjo de Saúde, é a enfermeira e gestora pública Sheila Cruz.

A reportagem do Jornal TEMPO NOVO esteve no gabinete da secretária em plena terça-feira (16) de carnaval. De acordo com ela a determinação de não ter ponto facultativo na Prefeitura neste período carnavalesco é um recado para a população, especialmente para aqueles que insistem em furar os protocolos sanitários.

Nessa entrevista ela esclarece item por item sobre a campanha de vacinação. Diz também que não pode estimar uma data para imunizar a população em geral, pois depende do Governo Federal; e comprar vacina independentemente não é solução, podendo gerar ainda mais transtornos na cidade; Além disso, Sheila explica como funciona o agendamento online da vacinação contra covid-19 para o publico prioritário, entre outros assuntos.

A prefeitura consegue estimar um calendário de vacinação, a partir dos grupos prioritários e, posteriormente, chegar à população em massa?

A campanha de vacinação se iniciou em fevereiro. Foram 16 instituições de longa permanência onde o vírus é mais fatal. Vacinamos todo mundo desde os cuidadores ate os idosos, 289 pessoas. Agora estamos fazendo a segunda dose; tivemos também o início da vacinação para os idosos acima de 90 anos, que ainda está em curso; agora ampliamos para 85 anos; tudo por agendamento online.


“A previsão é de que até junho a gente consiga bater a meta de idosos (60 anos para cima) e trabalhadores da saúde”


Apenas fazendo um link sobre isso, essa nova ferramenta online tem sido bem sucedida?

Foi uma entrega importante, pois organiza os pacientes; tem uma praticidade; diminui a circulação das pessoas; evita de ir na unidade agendar, aglomerar; pode fazer pelo site; é marcado o dia e a hora; ele vai naquele horário, e a unidade já está organizada para aquele número de pessoas de forma ordeira. Isso diminui muito o fluxo dentro do serviço e temos mais controle. E como é um idoso ele não pode ficar muito tempo na fila de espera.

Quais unidades estão vacinando?

A gente organizou o agendamento online para sete unidades: seis regionais (Boa Vista; Feu Rosa; Novo Horizonte; Serra Dourada; Jacaraípe; e Serra Sede) e uma unidade que fica em Nova Almeida. Esses sete pontos de atendimento é justamente para poder centralizar as doses, pois precisamos ter um controle rigoroso para não ter perdas.

E sobre o calendário de vacinação para imunizar à população em geral?

Não tem uma data certa; pois depende do Programa Nacional de Imunização enviar as doses para o Governo do Estado, que envia para o município. A previsão é de que até junho a gente consiga bater a meta de idosos (60 anos para cima) e trabalhadores da saúde. Então a gente tem que ir calmamente chamando o público alvo, divulgando e eles procurarem o serviço para vacinar.

Podemos dizer que até o final de 2021 todo grupo prioritário estará imunizado?

É essa a expectativa. Mas como a gente ainda está em uma pandemia, que já têm também variantes, a gente tem cautela em falar que a população toda vai estar vacinada. As prioridades são os idosos e trabalhadores da saúde; vai chegar uma hora que vamos atingir esse público. A gente fica na dependência da compra de vacinas do Ministério da Saúde.


“O prefeito Sérgio Vidigal tomou a decisão de não dar ponto facultativo nesse carnaval. Isso é um exemplo de modo que a população se conscientize”


Existe a possibilidade de a Prefeitura ou o Governo do Estado comprarem as vacinas de forma independente?

Essa é uma decisão que precisa ser muito bem pensada porque quando o município toma uma decisão isolada em comprar uma vacina, isso pode causar na população uma concorrência… as pessoas começarem o corre-corre pela vacina: ‘Ah Serra comprou, então vamos todo mundo para lá’… Então isso torna inviável e pode causar alguns transtornos.

Como funciona o rateio das doses entre as cidades?

Toda semana a gente tem reunião com o Governo do Estado, que coordena toda a campanha. E a Região Metropolitana tem um cronograma comum; as doses são estimadas de acordo com o público; a quantidade de idoso, a quantidade de trabalhador da saúde. Não é apenas a população do IBGE, existe um critério para fazer um recorte de distribuição dessas doses.

Qual é a mensagem que quer passar para o morador da Serra que ainda não se cuida, que não está respeitando os protocolos de saúde?

O prefeito Sérgio Vidigal tomou a decisão de não dar ponto facultativo nesse carnaval. Isso é um exemplo de modo que a população se conscientize. É um momento diferente; precisa pensar no outro; se sensibilizar pela dor do outro; não há muito o que comemorar; vidas estão sendo perdidas. É um ato de responsabilidade. A população a gente sabe que às vezes só se preocupa quando acontece com alguém próximo. Temos que abrir mão de algumas coisas para ter vida, vida em abundância; Então esse é o apelo que a gente faz à população.

Há expectativa de aumento dos casos devido ao carnaval?

A projeção é de estabilização, mas conforme vem carnaval, as pessoas vêm para a rua e isso, a gente sempre tem expectativa de um aumento. Estamos monitorando esse crescente para ir tomando providências; às vezes aumentando um pouco o horário de atendimento de alguma unidade básica de saúde; dependendo do bairro, do local onde está tendo mais casos. Isso tudo está dentro do Plano de Enfrentamento da Pandemia.

A gente recebe muitas demandas com dúvidas de moradores sobre o que fazer, onde procurar; quando procurar o atendimento?

Nossas unidades, temos seis regionais e mais de 34 unidades de saúde básica. Todas elas estão em funcionamento. São nesses locais que vamos ver a gravidade; acolher e ver o melhor lugar para ser atendido. Alguns casos são atendidos na unidade de saúde; alguns casos considerados mais graves, que requerem uma atenção maior são encaminhados para a UPA.

Yuri Scardinihttps://www.portaltemponovo.com.br
Morador da Serra, Yuri Scardini é repórter do Tempo Novo. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a editoria de política.

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