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quarta-feira, 27 de Maio de 2020

Dengue cresce ainda mais e Serra corre risco de epidemia

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Agentes de saúde estão fazendo campanha nas ruas da cidade, além de participarem de ações para combater o mosquito Aedes aegypti. Foto: Gabriel Almeida

Com mais de seis mil casos de dengue e três mortes, o município da Serra continua com risco de uma epidemia da doença na cidade. A afirmação é do diretor do Centro de Vigilância Ambiental em Saúde, Gilberto Mário dos Santos, que conversou com o Tempo Novo e explicou que a circulação do tipo 2 da dengue, que é considerado o mais grave, é uma das causas do aumento tão violento nos casos.

A Serra está entre as nove cidades do Espírito Santo com alta incidência acumulada das quatro últimas semanas epidemiológicas. Além disso, o município é o único da Grande Vitória a aparecer nesse ranking. Dados da Secretaria Municipal de Saúde divulgados na tarde da última quinta-feira (25) mostram que o aumento dos casos, em comparação ao mesmo período do ano passado, é de 1.813%. Este ano já foram 6.391, enquanto no ano passado eram apenas 334.

De acordo com Gilberto, a dengue tem quatro variações de sorotipo e o tipo 2 não era visto no estado havia mais de 10 anos. Como a população não estava tendo contato com o vírus, ela ficou mais suscetível para contrair a doença. “As chuvas que tivemos e a chegada do tipo 2 da dengue são alguns dos motivos para este aumento nos casos da doença. Esse é o tipo mais grave da doença e o que causa mais complicações, mas não era visto no estado havia muito tempo. Com isso, muitas pessoas estão tendo contato com o vírus pela primeira vez”, explica.

Gilberto acrescenta que o município segue com o risco de uma epidemia. “A Serra ainda está em alerta máximo. Essa fase de alerta antecede uma epidemia ou surto; então, estamos trabalhando para combater o avanço da doença. O combate ao mosquito transmissor foi intensificado desde dezembro, quando percebemos através das nossas armadilhas a presença do tipo 2. Se não tivéssemos feito isso, a situação estaria muito pior”, disse.

No final de março, o Tempo Novo noticiou que a Serra estava à beira de uma epidemia. A afirmação, na ocasião,foi dada pelo subsecretário de Saúde, Aldo Lugão. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, agentes têm atuado até nos finais de semana. Entre as atividades de combate ao Aedes aegypti estão a passagem dos carros fumacê, visita em domicílios e a ferros-velhos, floriculturas, borracharias e terrenos baldios, além de ações de educação.

Também disse que foram ampliados os pontos de hidratação e coleta de exames e que há distribuição de repelentes para a população nas unidades básicas de saúde da cidade.

Saúde do Estado diz que não sabe o porquê do aumento

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) não soube explicar o porquê da explosão nos casos de dengue não só na Serra, mas em todo o Espírito Santo. O último boletim divulgado pela Sesa mostra que foram notificados 22.677 casos da doença em todo o estado. Na tarde de ontem, a assessoria da pasta disse que a Secretaria não sabe o motivo do aumento e ainda sugeriu à reportagem que pedisse explicação à Prefeitura da Serra acerca das razões do exponencial crescimento da doença na cidade.

Para a professora do Departamento de Clínica Médica da UFES, Tânia Reuter Motta, disse que a causa para o aumento nos casos de dengue é o atraso das chuvas, que só chegaram agora. “O atraso nas chuvas acabaram causando esse aumento. Eu acredito nisso, ainda mais que agora está chovendo bastante. A situação da Serra é alarmante, mas tem municípios do Espírito Santo que estão bem piores”, disse.

Apesar do cenário, Tânia não acredita que haverá epidemia em nível estadual. Mesmo assim, a professora ressalta que a população precisa ajudar. “Precisamos combater a dengue juntos. Em todo o Brasil, os maiores focos de dengue ficam nas residências”, observa.

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