
Por Conceição Nascimento
Smartphone e tablets não saem das mãos das crianças, que acessam cada vez mais a internet. Elas fazem parte da chamada geração “Z” e são chamadas de nativos digitais, pois nasceram e estão crescendo no mundo onde a linguagem digital está no cotidiano.
As pessoas dessa geração não encontram problemas em desempenhar várias funções simultaneamente, como ouvir música, estudar e assistir TV. Estão sempre conectadas. Mas especialistas alertam que é preciso dosar o uso para que não seja excessivo. A comunicação verbal e pessoal pode ser afetada.
As gêmeas Bianca e Beatriz Gonzaga Correia, de sete anos, compartilham os mesmos equipamentos. A mãe das meninas, Andria Gonzaga, diz que orienta as duas para não ficar tempo demais com os aparelhos. “Também é importante que dividam o tempo com atividades escolares e interajam com outras crianças”, observa.
A filha, Beatriz, garante que o uso dos tablet em casa não atrapalha no desempenho escolar. “Uso os joguinhos do aparelho para aprender matemática e português”, apontou.
A psicopedagoga Leila Milli tem um filho de seis anos, Denis Fernandes, que usa tablet na escola e smartphone em casa. “Crianças estão aptas para o uso dessas tecnologias e não vejo isso como algo nocivo, desde que não seja excessivo. É importante também interagir com outras crianças e praticar lazer em parques e praças, sem equipamentos digitais”, pondera.
Sem isolamento
Para o psicanalista Francisco de Assis não há problemas no uso de recursos tecnológicos por parte da garotada, desde que isso não implique em isolamento social.
Já o especialista em segurança digital, Eduardo Monteiro, lembra que realizar várias atividades simultaneamente prejudica a qualidade do que se está fazendo. “Nosso cérebro, ao compartilhar recursos, perde em precisão”, conclui.