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Congo da Serra pode se tornar Patrimônio Cultural do Brasil; população pode participar

Com 19 bandas de congo, entre adultas e mirins, a Serra é um dos principais berços da tradição no ES.
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Congo da Serra
Entre os locais que preservam essa manifestação estão Nova Almeida, Jacaraípe, Santiago, Pitanga, Bicanga, Manguinhos e Serra Sede. Crédito: Divulgação
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Uma das tradições culturais mais importantes do Espírito Santo está mais perto de conquistar reconhecimento nacional. O Congo capixaba entrou em uma nova etapa do processo para se tornar Patrimônio Cultural do Brasil. Além disso, a população já pode participar da decisão.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) publicou o parecer técnico sobre a manifestação cultural. Agora, o órgão recebe contribuições da sociedade até o dia 26 de novembro de 2026.

Na Serra, a notícia representa um passo importante para a valorização de uma tradição que atravessa gerações. Afinal, o município é considerado um dos principais berços do congo no Espírito Santo.

Atualmente, a cidade conta com 19 bandas de congo, sendo dez adultas e nove mirins, conforme informações da Prefeitura da Serra. Esses grupos mantêm vivos os ritmos, os cantos e as celebrações religiosas que fazem parte da identidade serrana.

Serra tem forte ligação com o congo

O congo ocupa um lugar especial na história da Serra. A manifestação reúne música, dança, fé e elementos das culturas africana e indígena.

Além disso, as bandas participam de festas tradicionais em diferentes comunidades do município.

Entre os locais que preservam essa manifestação estão Nova Almeida, Jacaraípe, Santiago, Pitanga, Bicanga, Manguinhos e Serra Sede.

Um dos principais exemplos dessa tradição é a Festa de São Benedito, realizada anualmente na Serra Sede. Durante as comemorações, as bandas acompanham cerimônias como a Cortada, a Puxada, a Fincada e a Derrubada do Mastro.

Por meio dessas celebrações, mestres, músicos e dançarinos transmitem conhecimentos às novas gerações. Dessa forma, o congo permanece presente na vida cultural do município.

Congo pode receber reconhecimento nacional

O processo de reconhecimento começou oficialmente em 2024. Na ocasião, associações culturais apresentaram o pedido de registro ao Iphan no Espírito Santo.

Desde então, o instituto desenvolve os procedimentos necessários para avaliar a importância histórica e cultural da manifestação.

Agora, com a publicação do parecer técnico, o processo chegou à fase de consulta pública.

O objetivo é incluir o Congo do Espírito Santo no Livro de Registro das Formas de Expressão, instrumento federal de reconhecimento e proteção do patrimônio cultural imaterial.

Entretanto, o congo ainda não recebeu o título nacional. O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural precisa analisar o processo antes da decisão definitiva.

Conselho terá reunião em novembro

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural tem uma reunião prevista para o dia 24 de novembro, em Brasília, conforme informações compartilhadas sobre o andamento do processo.

Por outro lado, o Iphan mantém a consulta pública aberta até o dia 26 de novembro. Portanto, a reunião prevista não representa, por si só, a confirmação do reconhecimento.

O comunicado oficial informa que o Conselho analisará as contribuições recebidas após o encerramento do prazo.

Como participar da consulta pública do congo?

Moradores da Serra, integrantes das bandas, mestres, pesquisadores e demais interessados podem participar da consulta pública.

Para isso, basta encaminhar opiniões, sugestões, relatos ou informações sobre a importância cultural do congo.

Confira os canais de participação:

  • Prazo: até 26 de novembro de 2026.
  • E-mail: conselho.consultivo@iphan.gov.br
  • Pela internet: Protocolo Digital disponível no site oficial do Iphan.
  • Por correspondência: Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, SEPS 702/902, Centro Empresarial Brasília 50, Bloco B, Torre Iphan, 5º andar, Brasília-DF, CEP 70390-135.

Os interessados também podem consultar o parecer técnico e conhecer os documentos que fundamentam o pedido de reconhecimento.

Para conferir as orientações completas, basta acessar a página oficial do Iphan.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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