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Casos de doações suspeitas para campanhas ultrapassam 12 mil no Brasil

Entre as situações suspeitas estão doadores inscritos no programa Bolsa Família, desempregados, parentes de candidatos e até mesmo mortos
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O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 7 de outubro. Foto: Divulgação

Um total de 12.172 casos de indícios de irregularidades em doações e gastos de campanha nas eleições de 2018. Este é o número apontado pelo Tribunal de Contas da União, com base na movimentação declarada à Justiça Eleitoral. 

O levantamento englobou dados até o dia 29 de setembro, um total de R$ 42.338.450,40. Entre os casos identificados como inconsistentes encontram-se, por exemplo, doadores inscritos no programa Bolsa Família, desempregados, parentes de candidatos e até mesmo mortos.doadores inscritos no programa Bolsa Família, desempregados, parentes de candidatos e até mesmo mortos.

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Segundo técnicos da Justiça Eleitoral, a quantidade de casos e os valores identificados como suspeitos nesta primeira rodada de verificações são pequenos e podem ser explicados em boa parte pela predominância do financiamento público das campanhas eleitorais. Até 30 de setembro, os registros indicavam que o financiamento público correspondia a 78% dos gastos. Já o financiamento privado, equivalente aos 22% restantes, dividia-se da seguinte forma: 10% de recursos oriundos de autofinanciamento e apenas 12% oriundos de doações de pessoas físicas.

A Justiça Eleitoral utiliza os dados como informação de inteligência para o exame da prestação de contas de candidatos e partidos. Além do TCU, integram o núcleo de inteligência da Justiça Eleitoral o Ministério Público Federal (MPF), o conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), a Receita Federal (RFB) e o Departamento de Polícia Federal (DPF).

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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