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Bolsa Família terá novo reajuste e benefício chega a R$ 1.100 por mês para famílias a partir de outubro

Bolsa Família terá novo reajuste em outubro.
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Reajuste Bolsa Família
Bolsa Família terá novo reajuste em outubro. Crédito: Divulgação
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Milhões de brasileiros que dependem do Bolsa Família terão uma mudança importante no pagamento de outubro de 2026. O Governo Federal confirmou um novo reajuste que aumenta os valores do programa e permite que determinadas famílias recebam mais de R$ 1.100 por mês.

A atualização representa o primeiro aumento dos principais valores do benefício desde 2023. Além de elevar o pagamento mínimo, a medida também amplia os adicionais destinados às famílias com crianças, adolescentes, gestantes e mães que amamentam.

Com as mudanças, o valor médio nacional deverá chegar a R$ 777, enquanto famílias com mais integrantes poderão receber quantias superiores. Em alguns casos, a soma das parcelas poderá ultrapassar R$ 1.200 mensais.

Os novos pagamentos começam no dia 19 de outubro e seguem o calendário organizado pela Caixa Econômica Federal. O valor que cada beneficiário terá direito a receber dependerá das características da família e das regras do programa.

Bolsa Família terá novo reajuste

O Governo Federal estabeleceu um aumento de 15,04% nos valores do Bolsa Família. Com isso, o pagamento mínimo mensal passa de R$ 600 para R$ 691.

Além disso, a mudança eleva a média nacional do benefício, que deverá passar de aproximadamente R$ 675 para R$ 777, segundo estimativas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.

O reajuste consta no Decreto nº 13.120, publicado em setembro de 2026. Para definir o percentual, o governo considerou a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Segundo o ministério, a atualização busca compensar a alta dos preços registrada nos últimos anos e, ao mesmo tempo, ampliar o poder de compra das famílias de baixa renda.

Outra mudança importante envolve o Benefício de Renda de Cidadania, que considera a quantidade de pessoas que vivem na mesma residência, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Até então, o programa destinava R$ 142 por integrante. Agora, esse valor sobe para R$ 164 por pessoa.

Caso a soma das parcelas básicas fique abaixo de R$ 691, o governo acrescentará o Benefício Complementar para garantir o novo valor mínimo, conforme as regras do programa.

Famílias poderão receber R$ 1.100 por mês do Bolsa Família

O novo reajuste também permitirá que famílias com crianças pequenas recebam pagamentos consideravelmente maiores.

Isso acontece porque o Bolsa Família concede parcelas adicionais para determinados integrantes da residência. Esses valores entram no cálculo mensal e podem elevar o benefício acima de R$ 1.100.

Uma das principais mudanças envolve o Benefício Primeira Infância, destinado às famílias com crianças menores de sete anos.

Com o reajuste, o adicional passa de R$ 150 para R$ 173 por criança.

Para entender o impacto, basta considerar uma família formada por uma pessoa adulta e três crianças menores de sete anos.

Nesse exemplo, a família poderá receber R$ 691 de benefício básico, incluindo o complemento necessário para alcançar o piso, além de R$ 519 referentes aos três adicionais infantis.

Assim, o pagamento mensal poderá chegar a R$ 1.210, desde que a família cumpra os requisitos e tenha direito a todas essas parcelas.

Portanto, o valor de R$ 1.100 não será um novo piso nacional. Ele representa uma quantia que determinadas famílias poderão alcançar ou superar, dependendo da composição familiar.

Novos valores do Bolsa Família também aumentam adicionais

Além das famílias com crianças pequenas, outros beneficiários terão aumentos nas parcelas adicionais.

O Benefício Variável Familiar, anteriormente fixado em R$ 50, passa para R$ 58 por integrante que atender aos critérios estabelecidos pelo Governo Federal.

Esse pagamento contempla gestantes, nutrizes e famílias com crianças ou adolescentes entre sete e 18 anos incompletos.

Uma residência que tenha uma gestante, uma criança pequena e um adolescente, por exemplo, poderá acumular diferentes adicionais.

Com isso, a composição familiar terá papel fundamental na definição do valor final que a Caixa depositará mensalmente.

O Portal Tempo Novo destaca que os novos valores não eliminam os critérios de renda e as demais exigências do Bolsa Família. As famílias precisam continuar atendendo às regras do programa para manter os pagamentos.

Calendário do Bolsa Família de outubro

A Caixa Econômica Federal iniciará os pagamentos com os beneficiários que possuem o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 1.

O cronograma segue até 30 de outubro e atende os demais grupos de maneira escalonada.

Confira as datas:

  • NIS final 1: 19 de outubro;
  • NIS final 2: 20 de outubro;
  • NIS final 3: 21 de outubro;
  • NIS final 4: 22 de outubro;
  • NIS final 5: 23 de outubro;
  • NIS final 6: 26 de outubro;
  • NIS final 7: 27 de outubro;
  • NIS final 8: 28 de outubro;
  • NIS final 9: 29 de outubro;
  • NIS final 0: 30 de outubro.

Os beneficiários poderão consultar os valores pelos aplicativos Bolsa Família e Caixa Tem, além dos canais oficiais de atendimento da Caixa.

Dessa maneira, outubro marcará a chegada dos novos pagamentos do programa, com piso de R$ 691, média estimada de R$ 777 e possibilidade de benefícios superiores a R$ 1.100 para famílias que tenham direito aos adicionais previstos pelo Governo Federal.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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