O Bolsa Família terá novos valores após o governo federal anunciar um reajuste de aproximadamente 15% no programa. Com a mudança, o pagamento mínimo por família passará dos atuais R$ 600 para R$ 691.
O aumento também vai atingir o valor médio recebido pelos beneficiários. Atualmente em cerca de R$ 675, a média deverá alcançar R$ 777 por família. Os novos valores começam a valer a partir da folha de outubro.
O reajuste representa a primeira atualização do piso desde a retomada do Bolsa Família, em março de 2023. Segundo o governo, o percentual corresponde à recomposição da inflação acumulada no período considerado para o cálculo.
Bolsa Família passa a ter novo valor mínimo
Com o reajuste, o piso garantido pelo programa sobe R$ 91, saindo de R$ 600 para R$ 691.
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Já o benefício médio terá aumento de aproximadamente R$ 102. Dessa forma, o valor passará de cerca de R$ 675 para R$ 777.
O governo ainda deverá detalhar como a atualização afetará os benefícios adicionais pagos conforme a composição de cada família, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.
Atualmente, o programa considera o número de integrantes da residência e também concede parcelas extras para crianças, adolescentes, gestantes e nutrizes.
Quem pode receber o Bolsa Família?
Para entrar no Bolsa Família, a principal regra atualmente considera renda mensal de até R$ 218 por pessoa da família. Além disso, os integrantes precisam estar inscritos no Cadastro Único, com as informações atualizadas.
As famílias também precisam cumprir compromissos relacionados à saúde e à educação, como acompanhamento da vacinação, pré-natal e frequência escolar das crianças e adolescentes.
A inscrição no Cadastro Único, porém, não garante automaticamente a entrada no programa. O governo realiza periodicamente a seleção das famílias que atendem aos critérios.
Em agosto de 2026, aproximadamente 19,3 milhões de famílias receberam pagamentos do Bolsa Família em todo o país.
Quanto o Bolsa Família paga atualmente?
Antes da entrada em vigor do reajuste, o Bolsa Família mantém o valor mínimo de R$ 600 por família.
Além desse piso, existem adicionais que aumentam o pagamento conforme a composição familiar. Atualmente, os valores incluem:
- R$ 150 para cada criança de até 6 anos;
- R$ 50 para gestantes;
- R$ 50 para crianças e adolescentes entre 7 e 18 anos incompletos;
- R$ 50 para nutrizes, benefício relacionado aos primeiros meses de vida do bebê.
Esses adicionais podem elevar significativamente a parcela mensal. Uma família com crianças pequenas, por exemplo, pode receber valores superiores ao mínimo estabelecido pelo programa.
O governo ainda deverá informar como esses adicionais ficarão depois da atualização do Bolsa Família.
Reajuste terá impacto de R$ 5,8 bilhões em 2026
A elevação do Bolsa Família também aumentará as despesas federais. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026.
Como o novo valor começa a valer na folha de outubro, o impacto neste ano ficará concentrado nos últimos meses.
Para 2027, a equipe econômica calcula uma despesa adicional de aproximadamente R$ 22 bilhões. O governo informou que precisará fazer ajustes na proposta orçamentária do próximo ano para acomodar o novo valor do Bolsa Família.
Segundo Moretti, a atualização busca recompor o poder de compra do benefício e será realizada dentro das regras fiscais vigentes.