Uma sequência de explosões no Sol colocou cientistas em alerta para a chegada de uma nova tempestade solar à Terra. O fenômeno poderá atingir o planeta com maior intensidade entre domingo (11) e segunda-feira (12), provocando alterações no campo magnético terrestre e possíveis interferências em equipamentos tecnológicos.
O alerta ganhou força depois que o Sol lançou duas grandes nuvens de partículas carregadas em direção ao espaço. Os cientistas identificaram que esses materiais podem se encontrar durante o percurso até a Terra, aumentando a possibilidade de perturbações geomagnéticas.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) emitiu um alerta para uma tempestade de nível G2, considerada moderada. Dependendo da intensidade, o fenômeno pode afetar satélites, sistemas de comunicação por rádio e serviços que dependem de sinais de navegação.
Apesar dos possíveis impactos, os especialistas não preveem um apagão generalizado de internet ou telefonia celular. A preocupação está principalmente relacionada aos sistemas espaciais e às comunicações que podem sofrer interferências temporárias durante a passagem da tempestade.
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Tempestade solar vai atingir a Terra
A NOAA prevê que os efeitos das recentes atividades solares possam alcançar a Terra a partir deste fim de semana, com possibilidade de alterações geomagnéticas até segunda-feira (12).
O novo alerta está relacionado a duas ejeções de massa coronal registradas nos dias 7 e 8 de outubro. Esses fenômenos acontecem quando o Sol libera grandes quantidades de plasma e campos magnéticos no espaço.
Segundo a agência norte-americana, a nuvem lançada em 8 de outubro apresenta uma velocidade maior que a anterior. Por isso, os cientistas consideram possível que ela alcance a primeira ejeção durante o deslocamento em direção ao planeta.
Essa interação poderá modificar as características do material que chegará à Terra e influenciar a intensidade da tempestade geomagnética, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.
A previsão técnica mais recente indica possibilidade de tempestades G1, consideradas fracas, entre sábado (10) e domingo (11). Já entre a noite de domingo e a madrugada de segunda-feira, pelo horário de Brasília, o fenômeno poderá alcançar o nível G2.
A NOAA utiliza uma escala de cinco categorias para classificar a intensidade das tempestades geomagnéticas. O nível G1 representa os episódios mais fracos, enquanto o G5 corresponde aos eventos extremos.
Nova explosão no Sol foi registrada
Uma das principais ocorrências que motivaram o novo alerta aconteceu na quinta-feira (8), quando os equipamentos de monitoramento identificaram uma explosão solar de classe M6.7.
A erupção partiu de uma região ativa do Sol identificada como AR4549, que apresenta condições favoráveis à ocorrência de novas explosões.
A atividade também esteve associada à liberação de material solar, cuja trajetória passou a ser acompanhada pelos especialistas.
Explosões da classe M são consideradas moderadas a fortes e podem provocar alterações temporárias nas comunicações por rádio quando a radiação emitida alcança a atmosfera terrestre.
Além disso, a NOAA continua monitorando a região ativa porque novas erupções podem acontecer nos próximos dias.
Satélites podem sofrer interferências durante a tempestade solar
Os satélites estão entre os equipamentos que exigem maior atenção durante a chegada de uma tempestade geomagnética, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.
Isso acontece porque as partículas liberadas pelo Sol podem alterar as condições da alta atmosfera terrestre e afetar temporariamente determinadas operações espaciais.
Em uma tempestade de nível G2, operadores podem precisar realizar ajustes na orientação de alguns satélites. O fenômeno também pode modificar o arrasto atmosférico, interferindo nos cálculos utilizados para prever suas órbitas.
Essas alterações não significam necessariamente que os equipamentos deixarão de funcionar. Entretanto, exigem acompanhamento para reduzir riscos às operações.
Além dos satélites, redes elétricas localizadas em regiões próximas aos polos podem apresentar oscilações de tensão durante períodos de maior atividade geomagnética.
Celulares podem ficar sem sinal por causa da tempestade solar?
A possibilidade de interferência nos serviços de telefonia celular também costuma gerar dúvidas durante alertas de tempestades solares.
Embora o fenômeno possa afetar determinados sistemas tecnológicos, a previsão atual não indica que os smartphones deixarão de funcionar ou que as operadoras precisarão desligar suas redes.
Os aparelhos não costumam sofrer danos diretos provocados por tempestades geomagnéticas de nível G2.
Entretanto, alguns serviços utilizados nos celulares dependem de sistemas de navegação por satélite, como o GPS, que podem apresentar alterações durante episódios mais intensos de atividade solar.
A intensidade atualmente prevista não indica problemas generalizados de localização, mas o comportamento dos sinais continuará sob acompanhamento.
Portanto, não existe previsão de que milhões de pessoas fiquem sem internet ou comunicação telefônica em decorrência da tempestade.
Tempestade solar também pode afetar comunicações por rádio
Outro setor que recebe atenção dos cientistas é o de radiocomunicações.
Durante tempestades geomagnéticas moderadas, sinais de rádio de alta frequência podem apresentar enfraquecimento ou interrupções temporárias, especialmente nas regiões próximas aos polos.
Além disso, novas explosões solares podem provocar apagões de rádio por um mecanismo diferente, quando a radiação emitida pelo Sol interfere diretamente na ionosfera terrestre.
Para o período entre 10 e 12 de outubro, a NOAA calcula uma probabilidade diária de 55% de ocorrerem apagões de rádio classificados entre os níveis R1 e R2, considerados fracos e moderados.
A possibilidade de uma ocorrência mais intensa, de nível R3 ou superior, está estimada em 10% ao dia.
Esses percentuais representam o risco de novas explosões provocarem interferências nas comunicações, e não a probabilidade de a tempestade geomagnética desligar serviços de rádio ou telefonia.
Brasil pode sentir os efeitos da tempestade solar?
Embora a tempestade solar possa provocar alterações no campo magnético de todo o planeta, seus efeitos não costumam ser percebidos da mesma maneira em todas as regiões.
As áreas próximas aos polos magnéticos apresentam maior sensibilidade às perturbações geomagnéticas. Por isso, países situados em latitudes elevadas podem registrar interferências com mais facilidade.
No Brasil, a previsão atual não aponta risco significativo de interrupções generalizadas no fornecimento de energia elétrica, na internet ou nos serviços de telefonia.
Entretanto, equipamentos especializados de comunicação, sistemas de navegação e operações que dependem de satélites podem acompanhar possíveis alterações nas condições do ambiente espacial.
A atividade solar também pode favorecer a formação de auroras em regiões próximas aos polos. Essas luzes coloridas surgem quando partículas energéticas interagem com os gases presentes na atmosfera.
O que provoca uma tempestade solar?
O Sol libera constantemente partículas carregadas que se espalham pelo espaço, formando o chamado vento solar.
Em determinados momentos, porém, o astro apresenta explosões e ejeções de massa coronal capazes de lançar grandes quantidades de material em diferentes direções.
Quando uma dessas nuvens segue em direção à Terra, pode levar vários dias para percorrer a distância entre os dois astros.
Ao chegar ao planeta, o material interage com o campo magnético terrestre e pode desencadear uma tempestade geomagnética.
A intensidade depende de fatores como a velocidade das partículas, a densidade do material e a orientação do campo magnético transportado pela nuvem solar.
Por esse motivo, os especialistas acompanham continuamente as atividades do Sol e atualizam as previsões conforme novas informações chegam aos centros de monitoramento.
Para os dias 11 e 12 de outubro, a NOAA mantém o alerta para possíveis tempestades geomagnéticas entre os níveis G1 e G2. Embora o fenômeno possa provocar interferências tecnológicas pontuais, não existe previsão de consequências generalizadas para a população.