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Bancos entram em greve e agências bancárias serão fechadas nesta semana em todo o Brasil

Greve dos bancos acontece nessa semana e agências bancárias serão fechadas no Brasil.
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Greve dos bancos acontece nessa semana e agências bancárias serão fechadas no Brasil. Crédito: Divulgação
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Bancos passaram por uma onda de greves em setembro e os reflexos das paralisações ainda poderão ser encontrados nas agências bancárias nesta semana. Em diferentes cidades do país, clientes podem enfrentar unidades fechadas, equipes reduzidas ou mudanças no atendimento presencial.

Neste momento, porém, o principal foco da mobilização está na Caixa Econômica Federal. Os funcionários do banco continuam em greve nacional por tempo indeterminado após rejeitarem sucessivas propostas para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho.

Além da Caixa, funcionários de outros bancos públicos também cruzaram os braços durante a atual campanha salarial. O Banco da Amazônia enfrentou paralisações em diferentes estados, enquanto trabalhadores do Banco do Brasil aderiram à greve em diversas bases sindicais.

O cenário, entretanto, mudou nos últimos dias. Parte dessas paralisações já terminou. Assim, a greve que pode provocar os impactos mais amplos nas agências durante esta semana continua sendo a da Caixa.

Bancos tiveram agências fechadas durante greve

A atual onda de mobilizações ganhou força no início de setembro, depois de meses de negociações entre representantes dos trabalhadores e instituições financeiras, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

No caso da Caixa, os empregados iniciaram uma greve nacional em 10 de setembro. Desde então, agências de diferentes estados registraram adesão ao movimento, enquanto os sindicatos e o banco tentam chegar a um acordo.

O Banco do Brasil também enfrentou paralisações. No entanto, diferentemente da Caixa, a greve do BB não alcançou todas as bases sindicais, já que parte dos funcionários aprovou anteriormente a proposta apresentada pela instituição.

Já o Banco da Amazônia teve funcionários em greve em estados da Região Norte e também no Maranhão. A mobilização chegou a atingir unidades no Pará, Amazonas e Acre.

Por isso, ao longo do mês, clientes de mais de um banco público encontraram alterações no atendimento.

Caixa continua em greve em todo o Brasil

A situação mais importante agora envolve a Caixa Econômica Federal.

Os funcionários rejeitaram novamente a proposta apresentada pelo banco em assembleias realizadas em 21 de setembro. Na votação da base de São Paulo, por exemplo, 59,3% dos participantes votaram contra a oferta.

Com isso, a paralisação continuou por tempo indeterminado.

Um dos principais pontos de impasse está relacionado ao Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.

A proposta mais recente previa, entre outras medidas, ampliar para 9% da folha de pagamento o limite de participação financeira da Caixa no plano a partir de 2027. Mesmo assim, os trabalhadores decidiram manter a mobilização.

Depois de novas tentativas de negociação, o conflito chegou ao Tribunal Superior do Trabalho.

Greve da Caixa terá decisão importante nesta semana

Esta semana poderá ser decisiva para o futuro da greve.

A Caixa ingressou com um dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho depois que uma tentativa de mediação terminou sem acordo.

O TST marcou para terça-feira, 29 de setembro, o julgamento do processo. Portanto, a decisão poderá influenciar diretamente a continuidade da paralisação e as condições do novo acordo dos empregados.

Antes do julgamento, o ministro Maurício Godinho Delgado concedeu uma liminar determinando a manutenção de 60% dos funcionários em atividade, presencialmente ou de forma remota, em cada agência durante a greve.

A determinação também prevê multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento pelas entidades sindicais alcançadas pela decisão.

Apesar da medida, os sindicatos informaram que a greve não terminou.

Todas as agências bancárias vão fechar?

A existência de uma greve nacional não significa que todas as agências bancárias do país permanecerão com as portas fechadas.

A adesão varia conforme a cidade, a base sindical e a própria unidade. Além disso, a determinação do TST para manutenção de 60% dos empregados em atividade altera o funcionamento durante a paralisação.

Dessa maneira, algumas unidades podem funcionar parcialmente, enquanto outras podem enfrentar maior impacto no atendimento.

Por isso, clientes que dependem de um serviço presencial devem verificar a situação da agência antes de se deslocar.

Outro banco também entrou em greve

Outro banco atingido pela onda de paralisações foi o Banco da Amazônia, conhecido também como Basa.

Os trabalhadores rejeitaram propostas durante setembro e mantiveram a greve enquanto negociavam pontos como o tratamento dos dias parados e questões relacionadas ao Saúde Amazônia.

No entanto, a situação mudou na última semana.

No Pará, funcionários aprovaram a nova proposta do banco em 23 de setembro e decidiram encerrar a greve. O mesmo aconteceu no Acre.

No Amazonas, apesar de os empregados terem votado pela rejeição da proposta, o sindicato informou posteriormente o encerramento do movimento após a decisão da maior base sindical. A entidade informou que a paralisação durou 13 dias.

Assim, embora o Banco da Amazônia tenha participado da atual onda de greves bancárias, o cenário agora é diferente daquele registrado no começo e no meio de setembro.

Banco do Brasil também entrou em greve

O Banco do Brasil também teve funcionários em greve durante a atual campanha salarial.

Em 10 de setembro, trabalhadores de diferentes bases que haviam rejeitado a proposta do banco iniciaram paralisações. Em outras localidades, porém, os empregados aprovaram o acordo e continuaram trabalhando normalmente.

Com o avanço das assembleias, a maior parte das bases aprovou o novo Acordo Coletivo de Trabalho e encerrou a mobilização.

Entre os pontos negociados estavam reajustes, Participação nos Lucros e Resultados, Cassi, licença-paternidade e outras condições específicas dos funcionários do BB.

Portanto, atualmente, o Banco do Brasil não enfrenta uma greve nacional semelhante à que continua na Caixa.

Bancos privados estão em greve?

Os grandes bancos privados não fazem parte da paralisação que segue na Caixa.

Funcionários de instituições como Itaú, Bradesco e Santander aprovaram a Convenção Coletiva negociada com a Federação Nacional dos Bancos.

O acordo prevê reposição da inflação medida pelo INPC e ganho real de 0,6%, além de reajustes em benefícios e outras cláusulas trabalhistas.

Dessa forma, o impacto atual está concentrado principalmente na Caixa Econômica Federal.

Pix, aplicativos e caixas eletrônicos continuam funcionando

Mesmo durante uma greve, boa parte dos serviços bancários continua disponível.

Pix, aplicativos, internet banking e pagamentos com cartão não dependem diretamente do atendimento presencial das agências e seguem funcionando normalmente, salvo a ocorrência de algum problema técnico independente da paralisação.

A Caixa também mantém alternativas como caixas eletrônicos, Banco24Horas, casas lotéricas e correspondentes Caixa Aqui.

Já procedimentos que dependem da atuação de funcionários ou do comparecimento presencial podem sofrer atrasos ou restrições em unidades que aderirem ao movimento.

Quando termina a greve dos bancos?

No Banco do Brasil, a maior parte das paralisações já terminou. O Banco da Amazônia também encerrou movimentos em bases importantes que permaneceram em greve durante setembro.

Agora, a principal indefinição está na Caixa.

O julgamento marcado no Tribunal Superior do Trabalho para 29 de setembro deve representar um novo capítulo no conflito entre a instituição e seus empregados.

Até que haja uma solução, a greve nacional permanece. Dessa forma, clientes ainda poderão encontrar alterações no atendimento das agências da Caixa em diferentes regiões do Brasil durante esta semana.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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