Assassinatos de mulheres na Serra têm queda de 30% em 2017

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Nove mulheres foram mortas nos sete primeiros meses na Serra, casos no Estado chegam a 71 e cresceram 18% em relação a 2016. Foto: Agência Brasil

 

Nove mulheres foram mortas nos sete primeiros meses na Serra, casos no Estado chegam a 71 e cresceram 18% em relação a 2016. Foto: Agência Brasil

Thiago Albuquerque

Após liderar nos últimos anos os números de homicídios femininos, em 2017 a situação amenizou um pouco na Serra.  De janeiro a julho deste ano, nove mulheres perderam a vida na cidade, uma redução de 30% se comparado ao mesmo período de 2016, onde 13 mulheres foram mortas. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

A Serra teve como pior mês, o de fevereiro, quando três mulheres foram mortas. Vale lembrar que em fevereiro aconteceu o aquartelamento da Polícia Militar, que gerou caos na segurança pública do estado. Entre nos sete meses com os dados disponíveis, dois não tiveram nenhum homicídio: maio e julho.

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A Sesp não soube informar quanto dos nove casos registrados até julho são de feminicídio, isto é, quando o assassinato está vinculado à condição feminina da vítima. Crimes passionais, estupro seguido de morte e lesbofobia são exemplos de feminicídio. 

Com o recuo dos casos de assassinato de mulheres na Serra, a cidade perdeu a liderança no ranking desse tipo de violência. Pelo menos nos sete primeiros meses do ano, onde Vila
Velha registrou 12 casos, Cariacica e Vitória os mesmo nove homicídios contabilizados na Serra. 

Nas três vizinhas da Serra houve aumento em relação ao mesmo período do ano passado. E no estado como um todo também: 71 mulheres foram assassinadas em 2017 contra 60 ano passado, um aumento de 18%.  

Para a Secretária Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Luciana Malini, a redução dos casos na Serra pode estar associado à disseminação de mais informações sobre os direitos das mulheres e a quem procurar quando estiverem ameaçadas.   

“Em 2016 fizemos dez ações em quinze bairros, onde abrimos um diálogo direto com as mulheres falando sobre o empoderamento feminino, direitos, mostrando o acesso aos atendimentos. Acreditamos que isso repercutiu de forma positiva”, avalia.
 

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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