O que começou como uma forma de ocupar o tempo livre se tornou uma ação comunitária que já reciclou cerca de 1,5 milhão de latas de alumínio. Aos 13 anos, Ryan Hulance, de Solihull, na Inglaterra, conseguiu arrecadar aproximadamente £ 18 mil, dinheiro que vem sendo destinado a bancos de alimentos e instituições que ajudam famílias em situação de vulnerabilidade.
Ryan começou a recolher as latas em 2022, aos 10 anos. Ele procurou empresas de reciclagem para entender como poderia transformar o material descartado em dinheiro e, depois, passou a pedir a moradores e estabelecimentos comerciais que separassem as embalagens.
A ideia ganhou proporções maiores com o passar do tempo. Atualmente, cerca de 200 empresas fornecem latas para o garoto, que chega a receber aproximadamente 20 mil unidades por semana. Veja o que o Tempo Novo descobriu.
De algumas latas a uma operação de reciclagem
No começo, armazenar todo o material era um dos principais desafios. As latas ocupavam bastante espaço, e a família precisava amassá-las para conseguir guardar uma quantidade maior.
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O crescimento da arrecadação levou à criação da We Can Community CIC, estrutura que passou a organizar a atividade e o destino dos recursos obtidos com a venda do alumínio.
O trabalho também ganhou equipamentos. Em 2025, o Aeroporto de Birmingham destinou £ 5 mil à família para a compra de uma máquina de prensagem. O equipamento permite compactar as latas em fardos, facilitando o transporte e a comercialização do material.
Naquele período, Ryan já havia ultrapassado a marca de 1 milhão de latas recicladas e arrecadado mais de £ 6 mil.
Dinheiro da reciclagem vira ajuda para famílias
A venda do alumínio é usada para financiar ações de assistência. Parte dos recursos chega a bancos de alimentos e organizações que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade na região de Birmingham.
Com a expansão da coleta, o valor arrecadado também aumentou. A quantia mais recente divulgada é de aproximadamente £ 18 mil, o equivalente a cerca de US$ 24 mil.
Entre as instituições beneficiadas está o Anawim, organização que oferece apoio a mulheres em situação de vulnerabilidade em Birmingham.
A quantidade de material recolhido também impressiona. Em um período de 12 meses, Ryan chegou a reunir cerca de oito toneladas de latas.
Adolescente mantém os estudos enquanto cuida da coleta

A reciclagem não substituiu a rotina escolar. O adolescente continua frequentando as aulas e concentra boa parte das atividades relacionadas à coleta depois da escola e nos fins de semana.
O trabalho envolve buscar as embalagens, organizar o material e prepará-lo para a venda. Segundo informações divulgadas sobre a família, a operação pode consumir aproximadamente 20 horas por semana.
A atividade começou de maneira simples, mas acabou criando uma rede de estabelecimentos que separa as embalagens antes do descarte. Assim, bares, cafés, empresas e outros fornecedores passaram a participar da ação.
Com a rede atual de fornecedores, a família pretende ampliar o volume de alumínio recolhido. Ryan já trabalha com a meta de superar regularmente uma tonelada de latas recicladas por mês.
A intenção é aumentar também o número de empresas participantes e transformar a operação em uma estrutura ainda maior de reciclagem.
A história do adolescente mostra como um hábito iniciado aos 10 anos ganhou escala ao longo de três anos. O alumínio que seria descartado passou a gerar recursos para ações sociais, enquanto Ryan continua estudando e ampliando a rede criada ao redor da coleta.