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Anvisa libera vacina contra meningite para bebês a partir de 6 semanas

O imunizante já possuía autorização para outros grupos. Agora, a Anvisa permite o uso pediátrico a partir das 6 semanas de vida
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vacina contra meningite para bebês
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Bebês com apenas 6 semanas de vida poderão receber uma vacina contra quatro tipos de meningite meningocócica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a ampliação do uso da MenQuadfi, imunizante que protege contra uma doença grave, de rápida evolução e que pode levar à morte.

A decisão amplia a indicação da vacina para crianças menores de idade. Antes, o imunizante já possuía autorização para outros grupos. Agora, a Anvisa permite o uso pediátrico a partir das 6 semanas de vida, além da aplicação em adultos.

A MenQuadfi protege contra a doença meningocócica invasiva provocada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria Neisseria meningitidis. A aplicação ocorre por via intramuscular.

Vacina contra meningite passou por testes com milhares de bebês

Para ampliar a faixa etária autorizada, a Anvisa analisou dados de segurança envolvendo milhares de crianças.

Ao todo, os estudos reuniram 6.060 bebês com idade entre 6 semanas e menos de 12 meses. Eles receberam pelo menos uma dose da MenQuadfi em esquemas de uma, duas ou três aplicações.

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Além disso, outros 5.373 crianças receberam uma dose de reforço a partir dos 12 meses.

Segundo a avaliação apresentada à agência, os resultados mostraram um perfil de segurança compatível com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas. Dessa forma, os estudos não apontaram novas preocupações relevantes relacionadas à segurança do imunizante.

Meningite pode evoluir rapidamente

A ampliação da vacinação ganha importância principalmente entre bebês e crianças pequenas. Esse grupo apresenta maior risco de desenvolver formas graves da doença meningocócica, sobretudo durante o primeiro ano de vida.

A bactéria Neisseria meningitidis vive exclusivamente em seres humanos e pode colonizar as vias respiratórias sem provocar sintomas. Por isso, uma pessoa saudável pode carregar a bactéria sem saber.

A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas e secreções respiratórias durante o contato próximo.

Entretanto, em algumas situações, a bactéria consegue entrar na corrente sanguínea. A partir daí, pode provocar a chamada doença meningocócica invasiva, que inclui quadros graves como meningite e meningococcemia.

Doença pode matar mesmo com tratamento

De acordo com apuração, a doença meningocócica invasiva exige atendimento médico rápido. Afinal, a infecção pode avançar em poucas horas e causar complicações severas.

Mesmo quando o paciente recebe tratamento adequado, a taxa de letalidade fica em torno de 10%. Além disso, até 20% dos sobreviventes podem apresentar sequelas permanentes e incapacitantes.

Entre as possíveis consequências estão comprometimentos neurológicos e outras complicações provocadas pela infecção.

Com a nova autorização da Anvisa, portanto, a MenQuadfi passa a alcançar bebês ainda nos primeiros meses de vida, justamente em uma fase considerada de maior vulnerabilidade para formas graves da doença meningocócica.

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Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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