A tradição do congo capixaba ganhou espaço dentro da sala de aula em uma escola da Serra. Estudantes do 8º ano participaram de uma atividade que uniu história, arte, sustentabilidade e valorização da cultura local. Eles confeccionaram casacas, principal instrumento do congo com material reciclados.
A iniciativa aconteceu na Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Professora Iolanda Schneider, em Porto Canoa. Durante o projeto, os alunos conheceram a importância da casaca, instrumento tradicional das bandas de congo e um dos símbolos da identidade cultural do Espírito Santo.
Além da parte teórica, os estudantes produziram suas próprias casacas. Para isso, utilizaram materiais reaproveitados, entre eles canos, papelão, isopor e resíduos provenientes de obras.
Projeto levou história do congo capixaba para a sala de aula
Batizado de “Casaca Capixaba: Nossa Identidade Soa”, o projeto contou com a participação das professoras Ana Raquel, de História, e Yedda Melotti, de Arte.
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Antes da construção dos instrumentos, as turmas fizeram uma imersão na história do congo. Os estudantes tiveram acesso a textos, fotografias, documentários e toadas para conhecer melhor a origem e a importância das bandas tradicionais.
Durante esse processo, as professoras trabalharam assuntos relacionados à memória, ancestralidade, identidade e pertencimento. Dessa forma, os alunos puderam compreender que o congo vai além da música e mantém uma ligação direta com a história e a formação cultural das comunidades capixabas.
Alunos transformaram materiais reaproveitados em casacas
Na etapa prática, os estudantes colocaram em ação o conhecimento adquirido durante as pesquisas. Com criatividade, transformaram diferentes materiais que seriam descartados em instrumentos inspirados nas tradicionais casacas.
A atividade também abriu espaço para discutir sustentabilidade e consciência ambiental. Ao mesmo tempo, estimulou a criatividade e mostrou novas possibilidades para o reaproveitamento de materiais.
Outro ponto trabalhado durante o projeto foi a colaboração entre os estudantes. As turmas participaram das diferentes etapas, compartilharam ideias e ajudaram na construção dos instrumentos.
Depois da conclusão das peças, a escola realizou uma apresentação das casacas confeccionadas pelos próprios alunos.
Atividade reforçou identidade cultural da Serra
Para a diretora da unidade, Cynthia Segundo, o projeto ajudou a transformar o conteúdo estudado em uma experiência prática e aproximou os estudantes das manifestações culturais presentes no próprio território.
Segundo ela, pesquisar sobre o congo e construir as casacas também fortaleceu o sentimento de pertencimento entre os alunos.
“Ao pesquisar e produzir as casacas, os estudantes conheceram sua cultura, fortaleceram o sentimento de pertencimento e perceberam a importância de valorizar e preservar nosso patrimônio cultural e histórico”, destacou a diretora ao Tempo Novo.
A experiência mostrou ainda como História e Arte podem trabalhar juntas para aproximar os estudantes da cultura capixaba. Além de aprenderem sobre uma tradição que atravessa gerações, os alunos tiveram participação direta na produção de um dos instrumentos mais representativos do congo.