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Clientes da Vivo terão internet de Elon Musk gratuitamente no celular

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Elon Musk, da SpaceX, dona da Starlink, sorri em evento; satélites da empresa chegam ao celular pelo Vivo Satélite
Elon Musk comanda a SpaceX, dona da Starlink, cujos satélites agora conectam celulares da Vivo em lugares sem sinal.
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A Vivo começou nesta segunda-feira (26) a conectar celulares de seus clientes direto aos satélites da Starlink, empresa de Elon Musk, nos lugares onde a rede comum não chega. O serviço, chamado Vivo Satélite, vale para todo o país e não terá custo extra até outubro de 2027 para a maioria dos planos de pessoa física.

Na prática, quem fica sem sinal numa estrada, numa trilha, no sítio ou no mar vai poder mandar mensagem no WhatsApp, enviar áudio e até fazer ligação de voz pelo aplicativo. Segundo a Vivo, cerca de 50 milhões de assinantes já têm acesso ao recurso.

Como funciona o Vivo Satélite

O celular não precisa de antena nem de aparelho extra. Quando perde a cobertura das torres, ele procura sozinho a rede de satélites da Starlink, que orbitam perto da Terra. Em alguns modelos, a tela passa a mostrar o nome “VIVO STARLINK” no lugar da operadora.

Há, porém, três condições. O cliente precisa estar em área aberta, com o céu à vista, já que prédios, morros, mata fechada e chuva atrapalham o sinal. Também é preciso deixar o roaming nacional de dados ativado e manter o sistema do celular atualizado.

Além disso, o satélite só entra em ação quando não existe nenhuma cobertura terrestre. Ou seja, ele não reforça aquele sinal fraco dentro de casa. Assim que a rede comum volta, o aparelho retorna sozinho para ela.

O que funciona e o que fica de fora

A lista de aplicativos liberados é curta: WhatsApp, SMS, iMessage, Google Mensagens, Google Maps, Apple Maps e o App Vivo. No WhatsApp, dá para mandar texto, áudio, foto e vídeo, além de fazer chamada de voz. Por outro lado, videochamada e links externos ficam bloqueados nesta fase.

Outra vantagem é que o uso pelo satélite não desconta da franquia de internet do plano.

Quem pode usar e até quando é de graça

Para pessoa física, o Vivo Satélite fica liberado sem custo de 26 de outubro de 2026 a 25 de outubro de 2027. Entram os planos pós-pagos e os Controle com franquia a partir de 10 GB, com algumas exceções, além do pré-pago com recarga a partir de R$ 30. Já para empresas, a gratuidade vai só até 26 de janeiro de 2027. Depois disso, o cliente poderá contratar um plano pago, ainda sem preço divulgado.

Para saber se o seu celular é compatível, a operadora orienta consultar a lista no site vivo.com.br/satelite ou ligar para a central 10315. A Vivo avisa que alguns modelos podem não funcionar, mesmo tendo 4G.

Não serve para emergência

Apesar da novidade, a própria Vivo faz uma ressalva. O serviço não completa ligações para números de emergência, como 190 e 192, e não recebe os alertas da Defesa Civil. Por isso, a operadora recomenda não tratar o satélite como principal meio de comunicação em situações críticas.

Ainda assim, no Espírito Santo, a mudança tem peso. Pescadores que passam horas no mar, moradores da zona rural, motoristas nas estradas do interior e quem faz trilha nas montanhas capixabas agora podem, ao menos, mandar um “cheguei bem” ou um áudio para a família. Para quem vivia fora do alcance das torres, isso já é muita coisa.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é jornalista, publisher e sócio-diretor do Jornal Tempo Novo, veículo fundado em 1983 na Serra (ES) e referência na cobertura da Serra e da Grande Vitória. Conduziu a transformação digital do jornal, que em 2025 foi eleito o melhor site estadual de notícias no Brasil Publisher Awards. No portal, assina a coluna Mestre Álvaro, com análises sobre política, economia, segurança pública, infraestrutura e meio ambiente, sempre com leitura crítica dos fatos e apoio em dados. Formado em Administração pela Ufes, é autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024). Recebeu a Ordem do Mérito Domingos Martins e a Comenda Augusto Ruschi, da Assembleia Legislativa do ES, e a Comenda Nelson Mandela, da Câmara Municipal da Serra. Com leitura crítica dos fatos e uso de dados públicos, acompanha de perto a gestão municipal, as eleições e os temas que mexem com o dia a dia de quem vive na Serra. É autor do livro Serra: a história de uma cidade (2024), uma reconstituição jornalística da trajetória do município.

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