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quarta-feira, 08 de abril de 2020

Vidigal ganhou perdendo e põe em xeque seus planos de retorno a prefeitura

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Maria Nascimento
Maria Nascimento é repórter do Tempo Novo há mais de 15 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

Vidigal diz que processo motivação política e acredita que será arquivado. Foto: Divulgação

Ganhar perdendo. Esse é o sentimento de aliados do ex-prefeito e deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), reeleito neste domingo com 73.030 votos. Isso porque, mesmo sendo reeleito o 5º mais votado para deputado federal, Vidigal sofreu reveses que podem por em xeque seus planos políticos futuros.

São elencados ao menos 5 motivos dos que explicam que a vitória de Vidigal tem mais gosto de derrota. Em ordem cronológica, Vidigal nutriu esperanças entre seus principais aliados políticos na Serra de que iria apoiá-los. Trata-se de Vandinho Leite (PSDB), eleito deputado estadual, e o vereador da Serra, Ailton Rodrigues (PSC), que sozinho fez mais de 6 mil votos.

Ambos aguardavam de Vidigal uma dobradinha política capaz de resultar em mais votos na eleição. O ex-prefeito segurou até o finalzinho das convenções para então anunciar a decisão de lançar a esposa, Sueli Vidigal, na corrida eleitoral. Isso trincou a relação de Vidigal com dois de seus principais apoiadores da Serra.

O segundo ‘erro’, foi a não-eleição de Sueli. Isso pode ser encarado como um reflexo do desgaste desse modelo ‘Vidigalista’ de fazer política e até um recuo da influência eleitoral de Vidigal no Espirito Santo. Ou seja, Vidigal se indispôs com aliados e ainda amargou a derrota de sua esposa.

Segundo, o ex-prefeito da Serra viu sua votação retrair mais de 80 mil votos, se comparado com 2014. Mesmo se elegendo com 73 mil votos, Vidigal perdeu densidade eleitoral própria, ainda mais para um ex-prefeito da maior cidade capixaba, ‘dono’ de um partido grande localmente e com uma militância experiente na arte de fazer política. Na prática, Vidigal caiu no escalão político capixaba e viu antigos subordinados, como Carlos Manato (PSL), ex-secretário de Serviços da gestão Vidigal no passado, tomar a dianteira e crescer no cenário político. Esse diferente de Vidigal, perdeu ganhando.

O quarto revés de Vidigal foi ver o PDT se encolher no cenário capixaba. Elegendo apenas um deputado estadual, Marcelo Santos, que por sinal faz parte dos insatisfeitos com a candidatura de Sueli. Marcelo tem brilho próprio, e sua vitória não está na conta de Vidigal.

O quinto golpe foi ver um de seus aliados históricos, Ricardo Ferraço (PSDB) perder a eleição de senador em detrimento ao delegado Fabiano Contarato (Rede), que teve Audifax seu padrinho político.
Esse conjunto põem em cheque o fôlego de Vidigal para a eleição de prefeito em 2020.

Políticos da Serra começam a se perguntar se não está na hora do ex-prefeito recuar, e dar a bênção a alguém com chances de vencer e levar pelo menos metade da prefeitura. Ou ir para as urnas novamente com risco de não levar nada e ver sua carreira política afundar.

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