Vereadores criam comissão para fiscalizar obras do Contorno do Mestre

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Vereadores criam comissão para fiscalizar obras do Contorno do Mestre
Projeção do Contorno do Mestre Álvaro, cujas obras já se iniciaram. (Foto: Divulgação)

A Frente Parlamentar para Acompanhamento e Fiscalização das Obras do Contorno do Mestre Álvaro teve sua primeira reunião nesta quarta-feira (4), na Câmara da Serra. O grupo deve traçar uma agenda de atividades e realizar visitas no local da obra, de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Composta por quatro vereadores, assim distribuídos: Ailton Rodrigues de Siqueira (PSC), presidente; Roberto Catirica (PHS), secretário; Rodrigo Caldeira (Rede), relator e Aecio Leite (PT), membro; a frente promete acompanhar o andamento das obras, uma demanda antiga de motoristas que trafegam pela cidade.

Já na segunda-feira (9), o deputado federal Sergio Vidigal (PDT) vai promover um debate na Câmara da Serra para abordar o andamento das obras. O encontro está previsto para as 8h30, no Plenário da Casa.

Investimento de R$ 290 milhões

As obras do Contorno do Mestre Álvaro tiveram início no final de maio deste ano e será uma alternativa para atravessar a Serra sem passar pela malha urbana. Sendo assim, a promessa é de redução nos números de acidentes e no tempo de viajem, além de fomentar um novo eixo de desenvolvimento econômico.  O investimento é de R$ 290 milhões.

Inicialmente, o investimento viário promete trazer melhorias para o trânsito da BR 101 entre as regiões de Serra Sede e Carapina.

Mas as intervenções também vão provocar irreversível impacto ambiental numa das últimas fronteiras não urbanizadas da Serra, abrangendo terrenos alagados, alagáveis, mata Atlântica em estágios diferentes de recuperação, pastagens e plantações. Além de habitat de espécies nativas de plantas e animais, a estrada cortará o corredor ecológico Duas Bocas – Mestre Álvaro, área de grande biodiversidade e trânsito de animais entre as duas reservas ambientais.

Medidas para reduzir impactos ambientais

Para reduzir os impactos negativos ao meio ambiente, uma série de medidas deverá ser adotada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), executor da obra. Medidas estas estabelecidas pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA) aprovado pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), licenciador do empreendimento.

Uma das medidas previstas é a instalação de passagens de fauna, que podem ser tanto túneis por baixo da pista quanto pontes para que bichos possam atravessar em segurança. Também está prevista a instalação de redutores de velocidade em pontos próximos a alagados e florestas, onde se presume que o fluxo de animais seja maior.

O EIA prevê que 168 espécies de animais sdererão com a estrada, e alerta que algumas poderão ser extintas da região, sendo: 68% aves, 11% mamíferos, 10% anfíbios, 6% répteis e 5% peixes.

De vegetação, serão destruídos 30 hectares (ha), com 63 espécies, para passar a pista de 18,26 km entre o polo Jacuhy, Rodovia do Contorno de Vitória, e as imediações do posto da Polícia Rodoviária Federal, na região de Serra Sede. A faixa de domínio – que inclui pista, acostamento e ciclovia, mais as bordas do talude do aterro – terá 60 metros de largura.

Desses 30 ha, 24 ha são de vegetação de brejo, 5,5 ha de mata Atlântica (um hectare em estágio médio e 4,5 hectares em estágio inicial de regeneração).

O estudo aponta, também, a necessidade de proteger bordas de talude durante e após as obras para reduzir o assoreamento dos brejos e córregos da região que integram bacias do rio Santa Maria/Canal dos Escravos e rio Reis Magos; da mesma forma que impõe a tarefa de recuperar áreas degradas pela obra e, ainda, a necessidade de garantir o fluxo de água nos córregos, minimizando o efeito dique que a estrada deve gerar.

O EIA revela, também, a presença de solos de turfa com até 10 metros de prdeundidade na região e a existência de quatro sítios arqueológicos.

 

 

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