Com a contagem regressiva para a Copa do Mundo FIFA 2026, autoridades de saúde acendem um alerta para os brasileiros que pretendem acompanhar os jogos nos Estados Unidos, México e Canadá: antes do passaporte e das malas, é preciso conferir a carteira de vacinação.
A Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa), por meio do Programa Estadual de Imunizações (PEI), reforçou a importância da imunização contra o sarampo diante do cenário epidemiológico dos países-sede do Mundial, que atualmente registram surtos ativos da doença. A recomendação vale especialmente para os capixabas que já se programam para viajar a partir de junho de 2026.
Embora o Brasil mantenha o status de país livre da circulação endêmica do vírus, especialistas alertam que viagens internacionais aumentam o risco de importação de casos. Por isso, a orientação é atualizar a vacinação antes do embarque.
A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da tríplice viral. O esquema vacinal varia conforme a idade: pessoas de 12 meses a 29 anos devem ter duas doses registradas; adultos entre 30 e 59 anos precisam de uma dose.
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Para quem vai viajar, o tempo entre a vacinação e o embarque também faz diferença. Crianças de 6 a 11 meses precisam receber a chamada “dose zero” pelo menos 15 dias antes da viagem. Já crianças a partir de 12 meses e adultos até 29 anos devem iniciar o esquema vacinal com antecedência mínima de 45 dias, permitindo a aplicação da segunda dose e o período adequado para produção de anticorpos. Adultos de 30 a 59 anos devem se vacinar ao menos 15 dias antes da viagem.
Conforme apurado pelo Jornal Tempo Novo, ainda assim, mesmo fora do prazo ideal, a recomendação é receber ao menos uma dose antes do embarque.
A mobilização faz parte da campanha nacional “Vacinar é muito Brasil”, promovida pelo Ministério da Saúde, com foco nos brasileiros que irão acompanhar a Copa do Mundo presencialmente. A proposta é conscientizar sobre os riscos internacionais do sarampo e evitar que casos importados provoquem novos surtos no país.
No Espírito Santo, até a semana epidemiológica 17 deste ano, foram registrados 17 casos suspeitos de sarampo, sem confirmações ou óbitos. Em 2025, o Estado notificou 97 casos suspeitos, também sem confirmações. Os últimos casos confirmados ocorreram em 2019, quando houve quatro registros importados da doença.
Apesar dos índices positivos de vacinação no Estado, a cobertura da segunda dose ainda está abaixo da meta de 95% recomendada pelo Ministério da Saúde. Entre janeiro e março deste ano, a cobertura foi de 94,7% para a primeira dose e 82,2% para a segunda.
A recomendação das autoridades é clara: quem vai torcer de perto na Copa de 2026 deve incluir a vacina contra o sarampo no planejamento da viagem.