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quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Torino Marques, que mora em Vitória, é lançado pelo PSL como pré-candidato a prefeito da Serra

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Yuri Scardinihttps://www.portaltemponovo.com.br
Morador da Serra, Yuri Scardini é o editor de política do Tempo Novo. Além de sua área, o jornalista, escreve para outras editorias do portal.

PSL quer lançar Torino na Serra. Foto: Tati Beling

Assim como publicado pelo TEMPO NOVO no dia 23 de outubro com exclusividade, o PSL planeja lançar o deputado Torino Marques para prefeito da Serra em 2020. De acordo com apuração, atualmente o parlamentar reside na cidade de Vitória; no entanto, faria a transferência de domicílio eleitoral para a Serra até abril, prazo limite da Justiça Eleitoral.

“Nós estamos conversando com o deputado estadual Torino Marques para ser candidato na Serra. Torino tem um bom nome, fez boa votação na Serra. E ele está animado”. Torino é ex-apresentador da TV Tribuna, afiliada do SBT no estado.

Em 2018, Torino se elegeu deputado com 22 mil votos, do quais cerca de seis mil vieram dos eleitores da Serra. Este é um dos argumentos de Manato para justificar o nome de Torino para prefeito. Perguntado se o fato de o deputado não morar na Serra poderia atrapalhar, Carlos Manato, ao seu estilo, completou: “Não, é só transferir o domicílio eleitoral”. A reportagem tentou contato com Torino, mas não houve retorno.

Já o PSL municipal, por meio do presidente Joel Pereira, que já tinha lançado o delegado da Política Federal Mário Greick para prefeito da Serra, disse que está alinhado com Manato e que o jurídico do partido irá dizer sobre a viabilidade de Torino na Serra.

“Márcio foi o primeiro nome que se colocou na disputa. Mas na política tudo muda, é dinâmico. Hoje, pode ser o Torino; mas daqui a 3 meses, ninguém sabe. Então, nada mais justo para a gente da municipal, se manter alinhado com Manato”.

Da esquerda para a direita, Joel Pereira Gomes; presidente do PSL Serra, delegado Márcio Greik; e vereadpr Adilson. Foto: Gabriel Almeida

Perguntado sobre a situação frente ao delegado Márcio, Joel disse que está harmonizada. “Ele é uma pessoa inteligente, sabe que Manato tem opções e respeita a decisão dele. A princípio, continua com o projeto de ser pré-candidato, mas aceita com tranquilidade a posição do partido. Não existe falta de harmonia sobre a indicação de Torino”, explicou.

E disse, ainda, que confia nos advogados do partido para viabilizar Torino como candidato na Serra. “O jurídico do PSL conhece a Lei Eleitoral e tenho certeza que será tudo cumprido. Se o jurídico falar que é possível, que Torino atende a legislação, então ele vai ser candidato”, disse Joel.

Bastidores

Nos bastidores, a pré-candidatura de Torino ainda é vista com muita desconfiança. A tese que predomina é a de que Manato inseriu o deputado no tabuleiro eleitoral para pressionar o PSDB (de Vandinho Leite) e o Republicanos (de Erick Musso e Amaro Neto) a ter mais espaço em uma eventual composição na Serra e em Vitória.

Em entrevista para o TEMPO NOVO, Manato já tinha adiantado que mantém diálogo frequente com essas duas siglas: “O nosso diálogo é permanente, com o Republicanos e o PSDB. Hoje mesmo, tomei café com Vandinho (referindo-se ao dia 23 de outubro, quando a entrevista foi feita). Não temos esse problema. Estamos aí na luta”, disse.

Especialista aponta possibilidade de impugnação

O advogado Hélio Maldonado. Foto: Divulgação

O advogado Hélio Maldonado, que é o presidente da Comissão Eleitoral da OAB-ES, explica que a mudança do domicílio eleitoral tem que ser feita em até 6 meses antes do pleito, ou seja em abril. No entanto, a legislação é ampla e passível de interpretações.

Ele explicou que as regras de domicílio eleitoral para quem será candidato são diferentes. “A regra é ampla; na verdade, ele não precisa nem residir na Serra de fato, mas se o candidato comprovar que tem trabalho ligado ao município, ou até mesmo uma relação afetiva, é possível sim que ele seja candidato na Serra. No entanto, se não houver comprovação real, abre-se uma lacuna para, eventualmente, alguém entrar com pedido de impugnação de chapa”.

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