Suplentes de olho na Câmara Municipal da Serra

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Fabio Latino, Antônio Boy do INSS, Wanildo Sarnaglia e Saulo Brum. Fotos: Divulgação

A possibilidade de afastamento de alguns vereadores da Serra, que enfrentam ações na Justiça, atiçou os ânimos dos suplentes das coligações, que podem a qualquer momento receber notificações para ocupar as vagas. 

Com 23 vereadores, a Câmara Municipal possui três parlamentares que enfrentam ações na Justiça, cujos andamentos podem resultar no afastamento dos cargos. Um desses vereadores, inclusive, já está afastado. Trata-se de Nacib Haddad (PDT), que teve seu afastamento determinado em uma ação movida pelo Ministério Público, que o acusa de formar cartel de empresas para ganhar licitações. Nacib nega.

O suplente do vereador, Wanildo Sarnaglia (Avante), disse que aguarda a convocação para assumir o cargo. “É obrigação do presidente da Câmara (Rodrigo Caldeira) me convocar, os cargos comissionados já foram exonerados; então, a obrigação é do Caldeira me convocar, isso se ele tiver interesse, né?”, disparou Wanildo.

Outro que pode assumir uma cadeira é o ex-vereador Antônio Boy do INSS (PDT). Ele disse que tem acompanhado os acontecimentos envolvendo a Câmara das redes sociais. Disse também que não foi diplomado pela Justiça Eleitoral. Boy do INSS é o segundo suplente na chapa que elegeu Nacib. Ocorre que outro vereador eleito pelo PDT, Fábio Duarte, enfrenta uma comissão processante a Câmara e pode ter o mandato cassado. A acusação é de quebra de decoro parlamentar. Essa situação pode trazer Boy de volta ao Legislativo.

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“Estou acompanhando pelo Facebook, não estou focado nisso. É constrangedor assumir nessas condições, pois meu foco é 2020. Obtive 1.732 votos e estou preparado, caso seja convocado. Sou um homem de desafios e estou preparado. Se for necessário, eu assumo”, disse Boy.

O líder comunitário Saulo Brum é suplente do vereador Guto Lorenzoni, que, após trocar o PP pela Rede, enfrenta uma ação que pode resultar na perda do mandato. Filiado ao PP, Brum comenta a situação. “Isso teve início em abril de 2018. Essa situação é de quando a Marina Silva esteve na Serra, ele saiu do PP e se filiou à Rede, e o Ministério Público Eleitoral entrou com ação pedindo a cassação do mandato dele. Estou aguardando, porque a Lei fala que se o mandato dele justamente for cassado, eu assumiria a vaga. Estou aguardando, tudo é determinação de Deus. Se eu tiver que assumir como vereador, eu assumo. Eu concordo com a ação, porque acredito que a Lei tem que ser cumprida. Se ele vacilou contra a Lei, a Justiça tem que ser feita. Aguardo a Justiça. Tenho oito mandatos como líder comunitário, vou continuar trabalhando, desta vez pelo município da Serra”, explicou.

Outro que pode ser alçado à condição de vereador da Serra é Fábio Latino Araújo (PSB). Ele é primeiro suplente da coligação que elegeu Geraldinho Feu Rosa (sem partido), que foi compulsoriamente desfiliado do PSB. Lideranças da legenda agora avisam que vão pleitear o mandato do vereador.

Além disso, Geraldinho responde a uma ação por suposta prática de rachid. “Fui candidato pela primeira vez, incentivado pelas pessoas que me conhecem e acompanham meu trabalho ao longo dos últimos dez anos como liderança comunitária e com qualificação por meio de projetos sociais. Se for convocado em respeito aos 1.795 eleitores que confiaram a mim essa responsabilidade, me sinto preparado. E se acontecer, farei o meu melhor”, disse Fábio.

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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