Shein, Shopee e AliExpress terão produtos mais baratos após fim da taxa das blusinhas

O fim da taxa das blusinhas promete deixar os produtos mais baratos na Shein, Shopee e AliExpress.
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Shein Shopee AliExpress Taxa das blusinhas
O fim da taxa das blusinhas pode baratear compras online. Crédito: Divulgação

O fim da chamada “taxa das blusinhas” promete impactar diretamente plataformas populares entre os brasileiros, como Shein, Shopee e AliExpress. A medida anunciada pelo governo federal elimina o imposto de importação de 20% aplicado sobre compras internacionais de até US$ 50.

A decisão foi oficializada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva por meio de uma Medida Provisória (MP) e começa a valer após publicação no Diário Oficial da União, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Na prática, consumidores devem perceber redução no valor final de produtos importados de baixo custo, principalmente roupas, acessórios, itens de beleza, utilidades domésticas e pequenos eletrônicos vendidos nessas plataformas.

Shein, Shopee e AliExpress estavam entre as mais afetadas

As plataformas internacionais foram diretamente impactadas pela criação da taxa em 2024, já que grande parte das compras realizadas pelos brasileiros se concentrava justamente em produtos abaixo de US$ 50.

A Shein acabou sendo uma das empresas mais atingidas devido ao enorme volume de vendas de roupas, calçados e acessórios de baixo valor. Já a Shopee sofreu impacto principalmente nas categorias de utilidades, decoração e itens populares. A AliExpress também registrou redução na procura por eletrônicos baratos e acessórios importados.

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Segundo análises publicadas nos últimos meses, a criação do imposto provocou queda significativa nas compras internacionais logo após sua entrada em vigor.

O que muda para o consumidor

Com o fim da cobrança federal, a expectativa é que muitos produtos voltem a aparecer com preços menores nos aplicativos e sites internacionais.

Antes da mudança, uma compra de US$ 50 podia receber 20% de imposto federal, além do ICMS estadual. Agora, o imposto federal deixa de existir, reduzindo parte do custo final da compra.

Apesar disso, o ICMS continua sendo cobrado normalmente pelos estados. Em parte do país, a alíquota chegou a 20%, o que significa que as compras internacionais ainda não ficam totalmente livres de tributação.

Além disso, o valor final também pode variar conforme frete, cotação do dólar e regras aplicadas por cada plataforma.

A chamada “taxa das blusinhas” virou um dos temas mais criticados por consumidores nas redes sociais. Pesquisas apontavam alta rejeição à medida, principalmente entre usuários frequentes de aplicativos de compras internacionais.

Nos bastidores, integrantes do governo já discutiam há semanas a possibilidade de rever a cobrança diante do desgaste político provocado pela medida.

Por outro lado, representantes da indústria nacional e do varejo defendiam a manutenção do imposto. O argumento era de que a taxa ajudava a reduzir a concorrência desigual entre produtos nacionais e itens importados vendidos em plataformas estrangeiras.

Governo abre mão de arrecadação bilionária

Mesmo com a impopularidade, a taxa gerava forte arrecadação para os cofres públicos. Apenas entre janeiro e abril deste ano, o governo arrecadou R$ 1,78 bilhão com o imposto aplicado sobre compras internacionais.

Em 2025, a arrecadação total chegou a cerca de R$ 5 bilhões, segundo dados da Receita Federal mencionados pelo governo.

A retirada da cobrança representa, portanto, uma redução importante de receita para a União.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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