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segunda-feira, 13 de julho de 2020

Rodoviários vão decidir se entram em greve nesta quarta (4)

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Greve foi suspensa por três dias. Foto: Gabriel Almeida

Nesta terça-feira (3), os rodoviários e as empresas de ônibus realizaram mais uma reunião de negociação que terminou sem nenhum acordo. A categoria vai tomar a decisão final se irá realmente entrar em greve na manhã desta quarta-feira (3). Os encontros do Sindirodoviários e do GVBus estão sendo realizados para que as duas partes se entendam e evitam uma paralisação do sistema Transcol.

As reuniões estão sendo realizadas após intervenção judicial solicitada pela GVBus. Na última quarta-feira (27), os rodoviários tinham anunciado que iriam paralisar a circulação dos coletivos nesta segunda-feira (2). Com isso, o GVBus acionou a Justiça para que a greve fosse impedida. Durante uma audiência de conciliação realizada na sexta-feira (29) a noite, a categoria e as empresas afirmaram o compromisso de debater as propostas por três dias.

Entre as propostas definidas na audiência de conciliação está o reajuste de 3,04% de perda inflacionária mais ganho real, o aumento de R$ 1,00 nos tíquetes de alimentação e restaurante, a mudança da data-base para o mês de agosto e a formalização do uso e da existência de carros extras nos horários de pico.

O último encontro será nesta quarta-feira, dia em que também será realizada uma assembleia dos rodoviários, às 10h, que decidirá se a categoria aceita ou não a proposta negociada. Isso também definirá se a greve irá realmente ou não acontecer.

Principal reivindicação de rodoviários é o reajuste salarial

Os rodoviários apresentaram várias propostas para os empresários, mas a principal é o reajuste salarial. A categoria pediu 9% de reajuste, mas as empresas ofereceram 2,54%. Esse foi o principal motivo da decisão de entrar em estado de greve.

Os motoristas e cobradores rejeitaram a contraproposta patronal, que oferece 2,54% de reajuste salarial. A pauta de reivindicações entregue as empresas solicitava 9% de reajuste acima da inflação, além de mudança da data base para 1º de maio,  plano de saúde integral, mudanças em escalas de trabalho, entre outros pontos.

A diretoria do sindicato informou que as empresas se negaram a negociar e apresentaram a contraproposta. Após isso, o sindicato das empresas (GVBus) entrou na Justiça e conseguiu a realização da audiência de conciliação.

GVBus diz que pedido de reajuste “é fora da realidade”

Em nota enviada para o TEMPO NOVO, o GVBus disse que “o pedido oficial do Sindirodoviários está desconexo da realidade, solicitando reajuste salarial acima de 11% (índice INPC mais 9%), sendo que a inflação acumulada no período é de 2,54%, ajuste proposto pelas empresas. Ou seja, os trabalhadores pedem um reajuste 292% acima da inflação, fora outras reivindicações”.

Disse ainda que “isso demonstra que o sindicato dos trabalhadores nunca teve a intenção de fazer acordo, já que a inflação no país está com viés de queda e de estabilidade. Lembramos que outras categorias no Espírito Santo e em outros estados do Brasil já fecharam acordos de reajuste salarial abaixo de 3%”.

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