Projeto social ajuda jovem de Feu Rosa a brilhar em orquestras de São Paulo

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Projeto social ajuda jovem de Feu Rosa a brilhar em orquestras de São Paulo
Gabriel tem 19 anos e já faz parte do time de músicos remunerados da Orquestra Sinfônica de Tatuí, ligada a uma das maiores escolas da América Latina. Foto: Divulgação

Um ex-aluno de um projeto social em Feu Rosa está seguindo o caminho da música erudita e, aos 19 anos, já toca violino em duas importantes orquestras de São Paulo. Gabriel Alomba Pinto começou a estudar música aos sete anos no projeto Sons da Esperança e, no ano passado, foi para São Paulo, onde hoje é violinista bolsista na Orquestra Sinfônica de Tatuí e na Orquestra Sinfônica de Lins.

Até sábado (3), o jovem está no bairro visitando parentes e amigos e dando um whorkshop para alunos do projeto de onde ele saiu. “Na infância, tive vários sonhos de profissão, mas o projeto pôs a música no meu caminho e ela virou meu sonho. Vi as apresentações da primeira turma do projeto, decidi que queira participar dele e entrei na segunda turma. Então, passei a me dedicar muito”, conta.

Gabriel começou a tocar flauta doce e, depois de um tempo, conheceu a Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames), onde fez aulas duas vezes por semana. “Na época, tinha 11 anos e estudava cerca de uma hora por dia, além das aulas. Meu pai foi comigo algumas vezes à Fames para me ensinar o caminho e, depois, eu ia só”, detalha.

Quando o projeto onde o menino estudava recebeu novos instrumentos, ele se apaixonou pelo violino. “Queria tocar flauta transversal e violino, mas fui melhor no violino, que sempre achei bonito e elegante) e passei a estudá-lo. Terminei o Ensino Médio, entrei na Fames para o bacharelado (faculdade) e, depois de dois semestres, fiz a prova para o conservatório de Tatuí (SP) e passei. Então, fui para São Paulo”, narra.

Para o jovem, participar do projeto social foi uma grande oportunidade. “Quero ajudar a quebrar o preconceito de que música erudita é para ricos, trazê-la para o conhecimento de todos. Sempre fui eclético e ouvi de tudo, mas fui para São Paulo para tocar os grandes compositores”, conclui.

Para o jornalista e professor de violão do projeto, José Salucci, Gabriel é muito dedicado. “Sempre teve rotina de estudos e correu atrás dos seus objetivos. Hoje ele estuda de 5h às 8h por dia e, aos sábados, viaja duas horas para tocar na outra orquestra. É muito dedicado. Já tocou duas vezes com o maestro José Carlos Martins, uma delas foi no Festival Campos do Jordão”, orgulha-se.

O projeto Sons da Esperança atende alunos da EMEF Feu Rosa desde 2007. A partir de 2020, haverá vagas abertas à comunidade.

 

  

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