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Porte de arma será autorizado para novas profissões no Brasil; veja as categorias permitidas

O porte de arma deve ser autorizado para novas profissões no Brasil.
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Porte de arma para novas profissões
O porte de ama será autorizado para novas profissões. Crédito: Divulgação
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Novas profissões podem ganhar direito ao porte de arma de fogo no Brasil. A possibilidade aparece em projetos de lei que avançam no Congresso Nacional e propõem mudanças no Estatuto do Desarmamento.

As propostas ainda não estão valendo, mas já movimentam o debate entre parlamentares. A ideia é permitir que trabalhadores expostos a situações de risco durante a função tenham acesso à autorização para portar arma, desde que cumpram exigências legais.

Entre as categorias citadas nos textos para porte de arma em discussão estão agentes de trânsito, fiscais ambientais, servidores do Procon e profissionais da segurança privada. Os projetos, no entanto, ainda precisam passar por novas etapas na Câmara dos Deputados e no Senado antes de chegarem à Presidência da República.

Porte de arma é diferente de posse. A posse permite manter o armamento em casa ou em um local de trabalho autorizado. Já o porte dá permissão para circular armado em espaços públicos, conforme as regras previstas na legislação.

Agentes de trânsito podem ganhar porte de arma

Uma das propostas em estágio mais avançado trata da atuação dos agentes de trânsito. O Projeto de Lei 2.160/2023 cria regras gerais para a categoria e também prevê a possibilidade de porte de arma para profissionais que atuam em atividades externas, operacionais e ostensivas.

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Segundo o texto em análise, a autorização não ocorreria de forma automática. O profissional precisaria cumprir requisitos, como capacitação específica, controle do uso do armamento e fiscalização por órgãos responsáveis.

A proposta já passou pela Comissão de Segurança Pública do Senado, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo. Agora, segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça, etapa considerada importante antes de novos avanços no Congresso.

Fiscais ambientais também estão na discussão

Outra categoria que pode ser contemplada é a de agentes de fiscalização ambiental. Um projeto em tramitação busca permitir o porte de arma para servidores que trabalham em operações de campo.

A justificativa dos autores é que esses profissionais atuam, muitas vezes, em áreas isoladas e em ações contra desmatamento ilegal, crimes ambientais e atividades clandestinas. Por isso, eles poderiam ficar expostos a ameaças durante o serviço.

O texto já avançou em comissão na Câmara dos Deputados, mas ainda depende de novas análises antes de seguir para o Senado.

Servidores do Procon aparecem em projeto

Fiscais efetivos dos órgãos de defesa do consumidor também aparecem entre os profissionais que podem receber autorização para posse e porte de arma.

A proposta pretende alterar o Estatuto do Desarmamento para incluir servidores do Procon entre as categorias que exercem atividade considerada de risco. Atualmente, esses profissionais não aparecem na legislação com essa previsão.

O texto estabelece critérios para a liberação, como avaliação psicológica, capacitação técnica, reciclagem periódica e ausência de antecedentes criminais.

Segurança privada pode ter regra ampliada para porte de arma

Projetos em tramitação também discutem mudanças para profissionais da segurança privada, como vigilantes. A ideia é ampliar a autorização para que esses trabalhadores possam portar arma mesmo fora do horário de serviço.

A justificativa é que esses profissionais podem sofrer ameaças ou retaliações em razão da atividade que exercem. As propostas também tratam de mecanismos de controle, como comunicação à Polícia Federal em caso de desligamento do trabalhador da empresa.

Mudanças para porte de arma ainda dependem de aprovação

Apesar dos avanços em comissões, nenhuma das propostas virou lei até o momento. Portanto, as regras atuais continuam valendo para agentes de trânsito, fiscais ambientais, servidores do Procon e profissionais da segurança privada.

Para que as novas permissões entrem em vigor, os projetos precisam concluir a tramitação no Congresso Nacional. Depois disso, os textos ainda seguem para sanção ou veto da Presidência da República.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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