Três dos quatro veículos apreendidos do empresário Adilson Ferreira, investigado na Operação Baest, foram encaminhados ao Pátio Central do Detran do Espírito Santo. A informação é da colunista Vilmara Fernandes, de A Gazeta. Entre os carros está um Porsche Panamera e um Porsche Cayenne, avaliados juntos em mais de R$ 1,1 milhão. Um Jeep Commander, avaliado em R$ 172.491,00, também seguiu para o mesmo destino.
O quarto veículo, uma picape Dodge Ram avaliada em R$ 199.462,00, está sob custódia de uma concessionária enquanto passa por reparos. O carro foi alvejado por tiros em março, quando Adilson chegava à sua residência em Jacaraípe, na Serra.
O Porsche Panamera foi o último a ser localizado. Segundo as informações apuradas pela colunista, 12 dias após a decisão judicial de apreensão, o veículo foi entregue ao pátio por intermédio da própria defesa do empresário. Os carros estariam sendo armazenados em área coberta e mantidos embalados, diferente dos demais veículos do pátio.
Leilão e destinação dos veículos
O Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), já pediu à 2ª Vara Criminal de Vitória a alienação antecipada de três veículos para venda em leilão. Os valores arrecadados poderiam ser revertidos ao Estado.
Leia também
A Guarda Municipal de Vitória também entrou no processo: apresentou pedido de destinação provisória do Jeep Commander para uso em operações de inteligência e monitoramento. O Ministério Público apoiou a solicitação, mas a Justiça ainda não decidiu o destino dos carros, que juntos somam avaliação superior a R$ 1,5 milhão. O processo foi redistribuído ao juiz de instrução em 13 de maio.
Réu e preso
Adilson Ferreira se tornou réu ao lado de outras 13 pessoas após a Justiça aceitar a denúncia apresentada pelo Gaeco no contexto da Operação Baest. Ele responde pelos crimes de organização criminosa, lavagem de capitais, falsidade ideológica e agiotagem. A prisão preventiva foi decretada em 27 de abril pela 2ª Vara Criminal de Vitória.
Em 8 de maio, o empresário foi preso no Aeroporto Internacional de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, cidade que faz fronteira com o Paraguai.
Adilson também é investigado em apuração conduzida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), por suposta conexão com o desembargador Macário Júdice Neto em um caso de possível interferência em licitação no Espírito Santo.
O advogado de Adilson não foi localizado para comentar o caso. O espaço segue aberto à manifestação da defesa.
