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Pico do Super El Niño já tem data confirmada para 2026 e será o mais forte dos últimos 150 anos

Super El Niño pode ser um dos fenômenos mais fortes dos últimos 150 anos.
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Super El Niño Fenômeno
Crédito: Divulgação
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Um dos fenômenos climáticos mais intensos das últimas décadas está próximo de alcançar sua força máxima. O Super El Niño de 2026 continua ganhando intensidade e poderá quebrar recordes históricos de aquecimento do Oceano Pacífico, com consequências para o clima de diferentes regiões do planeta.

As projeções mais recentes de organismos meteorológicos internacionais indicam que o episódio atual poderá ultrapassar a intensidade dos grandes eventos registrados nas últimas décadas. Alguns estudos apontam até a possibilidade de um recorde em pelo menos 150 anos.

O cenário preocupa especialistas porque o fenômeno interfere diretamente na circulação atmosférica, modifica a distribuição das chuvas e favorece temperaturas elevadas. Além disso, seus efeitos podem continuar durante vários meses, mesmo depois que o aquecimento oceânico começar a perder força.

Agora, os meteorologistas já identificaram o período em que o fenômeno deverá atingir seu ponto máximo. A expectativa também ganhou força após novas medições revelarem temperaturas excepcionalmente altas nas águas do Pacífico.

Super El Niño vai atingir seu pico ainda em 2026

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) aponta dezembro de 2026 como o mês mais provável para o pico do Super El Niño. A previsão aparece em uma atualização divulgada em 8 de outubro, que indica um aquecimento excepcional das águas do Pacífico equatorial.

Segundo a organização, a temperatura da superfície do oceano na região conhecida como Niño 3.4 poderá alcançar uma anomalia média de aproximadamente 3,7°C acima do normal no trimestre de outubro a dezembro.

Esse índice representa um dos principais indicadores utilizados pelos cientistas para acompanhar a evolução do fenômeno.

Para efeito de comparação, o El Niño de 2015 e 2016, considerado um dos maiores já registrados, alcançou uma anomalia de aproximadamente 2,6°C no trimestre de maior intensidade, segundo os dados apresentados pela OMM.

Portanto, caso a previsão atual se confirme, o episódio de 2026 poderá estabelecer uma nova marca histórica.

A organização ressalta, entretanto, que dezembro representa uma previsão de pico, e não uma data definitiva. As temperaturas oceânicas ainda precisarão confirmar a intensidade projetada, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Super El Niño pode quebrar recorde dos últimos 150 anos

A possibilidade de um acontecimento histórico ganhou destaque entre pesquisadores internacionais.

Em julho, a revista científica Nature publicou análises que apontavam o El Niño de 2026 em trajetória para se tornar o maior em pelo menos 150 anos.

Os especialistas consideram que o aquecimento excepcional do Pacífico poderá superar episódios extremos observados desde o final do século XIX.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) também reforçou essa possibilidade em sua atualização de outubro.

De acordo com o órgão, existe uma probabilidade de 83% de o fenômeno atingir, entre outubro e dezembro, uma intensidade superior à dos episódios registrados desde 1950, segundo o indicador utilizado pela agência.

Apesar das projeções, os cientistas ainda não confirmaram um novo recorde de 150 anos. A classificação definitiva dependerá dos dados observados durante os próximos meses.

Vale destacar que a expressão “Super El Niño” não representa uma categoria meteorológica oficial. O termo ganhou popularidade para identificar episódios excepcionalmente intensos do fenômeno.

Temperaturas do Oceano Pacífico atingem níveis excepcionais

O avanço do aquecimento oceânico ajuda a explicar o alerta dos centros internacionais de meteorologia.

Segundo a NOAA, o índice Niño 3.4 alcançou aproximadamente 2,1°C acima da média em setembro. Em outras partes do Pacífico equatorial, as temperaturas ultrapassaram em mais de 4°C os valores habituais.

Entretanto, o aquecimento não ocorre apenas na superfície.

Os instrumentos de monitoramento também identificaram grandes volumes de água quente armazenados nas camadas mais profundas do oceano.

Em determinadas áreas do Pacífico oriental, os registros indicaram temperaturas superiores em mais de 10°C às médias esperadas para aquelas profundidades.

Esse calor acumulado pode alimentar o fenômeno e contribuir para sua manutenção.

Além disso, alterações nos ventos e na circulação atmosférica reforçam as condições associadas ao El Niño, criando um ambiente favorável à continuidade do episódio.

Super El Niño pode provocar chuvas intensas e calor no Brasil

Os efeitos do fenômeno também colocam o Brasil em atenção, principalmente diante da possibilidade de mudanças significativas na frequência e na intensidade das chuvas.

Historicamente, episódios fortes de El Niño provocam alterações diferentes conforme a região do país.

No Sul, o aquecimento do Pacífico costuma favorecer chuvas acima da média, aumentando o risco de temporais, enchentes e transbordamentos de rios em determinadas áreas.

Já nas regiões Norte e Nordeste, o fenômeno pode contribuir para a redução das chuvas, principalmente em localidades que já enfrentam períodos de estiagem.

Essas condições aumentam a preocupação com a disponibilidade de água, a agricultura e a ocorrência de queimadas.

No Sudeste, estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo também podem registrar mudanças nos padrões de temperatura e precipitação.

Nessas localidades, o comportamento das chuvas depende de uma combinação de fatores, incluindo frentes frias, sistemas de baixa pressão e a temperatura do Oceano Atlântico.

Por isso, a presença de um Super El Niño não significa necessariamente que todos os estados enfrentarão tempestades ou calor extremo ao mesmo tempo.

Mesmo assim, um fenômeno dessa intensidade exige acompanhamento contínuo, principalmente durante a primavera e o verão.

El Niño continuará influenciando o clima em 2027

Embora os modelos apontem dezembro como o mês provável para o pico, os efeitos do fenômeno não deverão terminar com a chegada do novo ano.

A OMM considera praticamente certa a permanência do El Niño até fevereiro de 2027.

A NOAA também indica uma probabilidade superior a 83% de manutenção de condições fortes ou muito fortes durante o trimestre de janeiro a março.

Isso significa que o aquecimento do Pacífico poderá continuar interferindo nos regimes de chuva e temperatura durante os primeiros meses de 2027.

Entretanto, alguns modelos já apontam enfraquecimento gradual do fenômeno ao longo do próximo ano, com possibilidade de retorno às condições neutras durante o primeiro semestre.

A velocidade dessa transição dependerá da resposta do oceano e da atmosfera.

Próximos meses vão definir se El Niño será o maior da história

Os próximos meses serão decisivos para determinar a posição do episódio de 2026 entre os maiores eventos climáticos já registrados.

Além das temperaturas da superfície do Pacífico, os cientistas acompanharão a quantidade de calor nas camadas profundas do oceano e o comportamento dos ventos.

As informações permitirão avaliar se o aquecimento realmente alcançará os níveis extremos previstos pelos modelos meteorológicos.

Enquanto isso, autoridades e centros de monitoramento climático reforçam a importância de acompanhar os alertas regionais sobre chuvas, secas e temperaturas elevadas.

Se as projeções mais intensas se confirmarem, o Super El Niño de 2026 poderá estabelecer um novo recorde e entrar para a história como o mais forte em pelo menos 150 anos.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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