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Serra, 19 de outubro de 2018 às 9:35

O hábito da gentileza resiste em tempos de intolerância

Dar lugar no ônibus, ajudar pessoas com dificuldade de locomoção a atravessar a rua e fazer doações é estilo de vida para algumas pessoas

Por Gabriel Almeida
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Adriana Rocha tem o hábito de dar bom dia a desconhecidos e doar produtos a famílias necessitadas. Foto: Fábio Barcelos

Em tempos em que a intolerância e a falta de cortesia estão em alta na sociedade brasileira, ainda existem pessoas que usam a gentileza no seu dia-a-dia. Ajudar um idoso a atravessar a rua, ceder lugar no ônibus ou simplesmente cumprimentar uma pessoa desconhecida estão entre as ações que podem tornar o dia de alguém mais agradável.

E esse é o caso da moradora de Jacaraípe, Reilda Monteiro. Ela explicou que nasceu com a vontade de ajudar as pessoas. “É algo que veio dentro de mim. Eu não tenho condições de ajudar a todos, mas tenho força de vontade. Sempre que posso ajudo a alguém a atravessar a rua, consigo roupas para famílias carentes e sempre que sei de uma vaga de emprego indico para uma pessoa que está precisando”, disse.

Reilda disse ainda que o simples ato de cumprimentar um trabalhador ou uma pessoa que estiver na rua pode acabar deixando o dia dela mais feliz. “Gosto muito de cumprimentar os trabalhadores. Dar um bom dia ao gari, ao entregador de panfletos na rua. Outra atitude que acho muito importante é ceder o lugar para alguém que precisa sentar no Transcol”, explica.

A moradora de Nova Carapina I, Adriana Rocha, disse que sempre quando pode, ajuda as pessoas que estão precisando. “Dentro das minhas condições, sempre ajudo quem está necessitado. Principalmente nas comunidades carentes existem mães que precisam de um leite ou roupinhas para crianças pequenas e outras pessoas também que precisam de uma roupa ou alimento. Também gosto de ser educadas e gentis com todas as pessoas. Algumas precisam apenas ouvir um bom dia ou um olá”, disse.

Ladislaine Santos, moradora de Jacaraípe, conta que sempre oferece lugar para deficientes, pessoas idosas ou grávidas nos coletivos. Outra moradora da cidade, só que do bairro Bicanga, Milena Fritoli, também gosta de ser solidária e gentil.

“Tenho essa questão de ser gentil com as pessoas em mim. Sempre cumprimento todos e ajudo quando é necessário. Quase toda semana vejo uma mãe ou alguma senhora na rua pedindo comida, a levo até o restaurante e pago seu almoço. Se todos fizessem algum ato de gentileza durante o dia, o mundo seria bem melhor”, disse.




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