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Serra, 18 de Janeiro de 2019

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Política

Serra, 4 de Janeiro de 2019 às 8:00

Nylton volta a Serra cotado para sucessão de Audifax

Por Yuri Scardini
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O Coronel Nylton defende que liberação irrestrita de posse de armas pode
causar mais violência: “Não pode simplesmente liberar para todo mundo”. Foto: Divulgação

Se aposentando da Polícia Militar no auge dos 49 anos, o Coronel Nylton Rodrigues se prepara para um novo ciclo de sua vida: a política. Ele deixou o comando da Secretaria de Segurança Pública e deve reassumir a pasta de Defesa Social na Serra. A missão agora é ganhar musculatura e se apresentar como soldado na linha de sucessão do prefeito Audifax (Rede) em 2020. Nessa entrevista Nylton faz um balanço de sua gestão à frente da Secretaria de Estado da Segurança Pública – Sesp. Destaca a maior queda de homicídios nos últimos 29 anos e afirma que armas de fogo nas mãos de pessoas erradas geram violência.

O senhor deve retornar para a Secretaria de Defesa Social (Sedes). O que pretende trazer de novidades para a Serra após a experiência no Governo do Estado?

Ainda no mês de janeiro me apresento ao Audifax para somar. Ele é um amigo que eu fiz na minha vida, tenho muito respeito e consideração. Ainda preciso me inteirar para adiantar alguma medida, então eu prefiro aguardar acontecer. Enxergo esse convite do prefeito como uma convocação, pela admiração que eu tenho por ele.

Qual balanço sobre sua passagem pela Sesp?

O foco da minha gestão na Secretaria de Segurança foi o fortalecimento das instituições. Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. São as instituições que socorrem que dão respostas à sociedade e a protegem. Então quanto mais uma polícia forte mais protegida é a sociedade. Conseguimos em 2018 captar o maior volume de recursos para as instituições na historia da segurança pública do Estado para que houvesse investimentos em infraestrutura, reformas e construções de quartéis e delegacias; em tecnologia; em inteligência policial; em formação policial; em armamento, nós tivemos compra de armamentos. Reestruturação, reaparelhamento, isso foi muito forte na minha gestão; é um legado que deixo.

O ES também registrou queda nos índices de homicídios…

Esse foi nosso outro foco. Infelizmente, em 2017 os homicídios voltaram a crescer fruto de tudo o que aconteceu em fevereiro de 2017. Então o meu outro mote era fazer voltar a reduzir os homicídios. Cumprido. Fechamos 2018 com a menor taxa de homicídios dos últimos 29 anos. Mas existe também uma terceira marca: é a integração das instituições Polícia Civil e Polícia Militar. Nunca na história do Estado as instituições estiveram tão integradas. Outro ponto que queria destacar foi à criação do Pronto Socorro para policiais e familiares no Hospital da Polícia Militar (HPM). Funciona de domingo a domingo, 24h por dia e contratamos médicos. Aumentamos em 300% o atendimento nos consultórios do HPM, contratando médicos civis e abrindo concurso para médicos militares. É uma marca da minha gestão.

Na Serra seu nome é cotado na sucessão do prefeito. Isso passa pela sua cabeça?

Eu completei minha missão na Polícia Militar. Quando eu entrei fiz um juramento e cumpri até o último dia nos últimos 31 anos. A legislação vigente me fez aposentar; fui para a Reserva remunerada. Agora se abre a possibilidade de iniciar um novo ciclo na minha vida. Até mesmo porque eu tenho 49 anos de idade. Então eu não descarto a possibilidade de entrar na política; não descarto.

Por isso está vindo para a Serra?

Quero colocar à disposição da Serra e da equipe do prefeito, toda a minha experiência de gestão e de liderança nesses 31 anos. E agregar com minha experiência com a Serra; afinal eu comandei o Batalhão da Serra durante três anos e depois fui secretário do Audifax durante mais três anos. Eu conheço muito bem a Serra. Então, batendo o martelo do meu retorno eu venho com o objetivo de trabalhar. E ai, sim, lá na frente, estar à disposição da Serra da forma que ela entender que precisa e quer.

O senhor já teve alguma conversa com o prefeito no sentido de entrar na política?

Sim, essa conversa com o prefeito Audifax vem desde que eu era secretário na Serra, mas eu sempre expliquei ao prefeito que eu tenho que cumprir minha missão na Polícia Militar. Isso já aconteceu e eu estou pronto para iniciar um novo ciclo na minha vida.

Qual a sua opinião sobre a tendência do Governo Federal pela facilitação da posse de arma?

Armas de fogo nas mãos de pessoas erradas geram violência. Imagine arma de fogo nas mãos de um alcoólatra ou pessoas mal intencionadas. Então eu acho que o cidadão comprovadamente de bem, pode ter acesso à arma de fogo, mas de forma criteriosa. Não pode simplesmente liberar para todo mundo. Tem que ser algo feito com responsabilidade para que essa arma possa estar nas mãos das pessoas que tenham controle emocional e responsabilidade.

 




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