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“No Brasil, fraude havia no tempo do voto em cédula”, diz Tribunal Superior Eleitoral sobre declarações de Bolsonaro

Órgão emitiu nota refutando as declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro, que defende o retorno do voto impresso no Brasil

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Mari Nascimento
Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 18 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

 

Jair Bolsonaro. Foto: Carolina Antunes/Agência Brasil

Políticos capixabas evitam comentar as declarações do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), acerca do voto impresso. O presidente afirmou que as manifestações que resultaram em quatro mortos nos Estados Unidos, há uma semana, podem acontecer no Brasil, caso não seja instituído o voto impresso nas eleições de 2022. Vale lembrar que no próximo ano estarão em disputa os cargos de presidente da República/vice, governadores/vices, senadores e deputados.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rechaçou as declarações do presidente, que insinua haver fraudes no sistema eleitoral brasileiro. Segundo nota emitida pelo órgão, os eventos ocorridos nos Estados Unidos no dia 6 de janeiro de 2021 constituíram atos de incivilidade e de ataque às instituições. A alternância no poder é rito vital da democracia e não aceitá-la é vício dos espíritos autoritários, que não respeitam as regras do jogo.

“Sob o atual processo eletrônico de votação brasileiro, foram eleitos os Presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro, além de milhares de outros agentes políticos. Jamais houve qualquer razão para supor que os resultados proclamados não corresponderam à vontade popular manifestada nas urnas. No Brasil, fraude havia no tempo do voto em cédula, o que está vastamente comprovado nos registros históricos. Nesse momento da vida brasileira, não é possível a implantação do voto impresso, por força de decisão do Supremo Tribunal Federal. O Tribunal concluiu que a impressão colocaria em risco o sigilo e a liberdade de voto, além de importar em um custo adicional de quase R$ 2 bilhões, sem qualquer ganho relevante para a segurança da votação”.

A vida institucional não é um palanque:

O órgão ainda disse que nos Estados Unidos existe o voto impresso, o que não impediu o ajuizamento de dezenas de ações para questionar o resultado eleitoral, todas sem êxito. Acrescentou que tudo o que não se precisa no Brasil é a judicialização do processo eleitoral. Aliás, o voto impresso tampouco impediu que, naquele país, grupos extremistas, inconformados com a derrota, vandalizassem a sede do Poder Legislativo.

“A vida institucional não é um palanque, e as pessoas devem ser responsáveis pelo que falam. Se alguma autoridade possuir qualquer elemento sério que coloque em dúvida a integridade e a segurança do processo eleitoral, tem o dever cívico e moral de apresentá-lo. Do contrário, estará apenas contribuindo para a ilegítima desestabilização das instituições.

A reportagem procurou políticos capixabas, que não quiseram comentar o assunto.

Mari Nascimento
Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 18 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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