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sexta-feira, 25 de setembro de 2020

“Ninguém conseguiu provar nada contra Lula”, diz Fernanda Souza, pré-candidata a prefeita pelo PT

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O Tempo Novo é da Serra. Fundado em 1983 é um dos veículos de comunicação mais antigos em operação no ES. Independente, gratuito, com acesso ilimitado e ultra regionalizado na maior cidade do Estado.

Ao analisar um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre uma ação da Lava Jato, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski atacaram na terça-feira, 4, a atuação do ex-juiz federal Sérgio Moro à frente da Justiça Federal em Curitiba, apontado suspeição por parte de Moro.

Para Gilmar e Lewandowski, há indicativos de que Moro “quebrou a imparcialidade” e violou o sistema acusatório ao decidir incluir “de ofício” (sem ser provocado por ninguém) a delação do ex-ministro Palocci nas investigações e torná-la pública a seis dias da disputa eleitoral de 2018. O do STF sobre o assunto deve ocorrer até o fim de outubro na Segunda Turma da Corte.

Na prática, caso o Supremo decida pela suspeição de Moro, a condenação do ex-presidente no caso do triplex do Guarujá será anulada e as decisões tomadas pelo ex-juiz em outros processos, como o do Instituto Lula, podem ser invalidadas.

Esse cenário pode criar condições para que Lula possa reaver seus direitos políticos e ser novamente candidato a presidente. E por isso, petistas de todo o Brasil já estão comemorando esse revés à Lava Jato – que sempre foi criticada pelos partidários do PT e tida como “parcial” e “perseguidora”.

Fernanda Souza é pré-candidata a prefeito pelo PT do ex-presidente Lula. Foto: divulgação

É o caso do PT da Serra, que tem como pré-candidata a prefeita, a professora Fernanda Souza. Ela ataca a Lava Jato e defende a inocência do ex-presidente Lula. Para ela, a suspeição de Moro já “era evidente” e pode dar mais fôlego para o PT já nessa eleição.

“Para nós, o que está acontecendo é exatamente aquilo já falávamos desde o início, que o Lula foi condenado injustamente, de forma parcial e errada, sem base de prova legal. Vemos com felicidade e esperança de que a justiça seja efetivamente feita”, disse Fernanda.

Para ela, as ações de Moro na condição de juiz, foram “parcial e partidário”: “Todos os petistas que foram julgados sofreram um processo arbitrário sem base jurídica. Por isso, nada mais do que justo essa decisão (suspeição de Moro). Ninguém conseguiu provar nada contra ele (referindo-se a Lula), e está ficando evidenciado que as ações de Moro foram partidárias, ele sempre teve um intuito, um interesse, por isso que ele agiu desde o inicio para prejudicar o Lula”, completou Fernanda.

O PT da Serra está animado com a eleição desse ano, e alguns petistas acreditam que a polarização nacional entre direita x esquerda, personificada entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula, pode criar um palanque que dê visibilidade a Fernanda. Eles dizem que a pré-candidatura dela é “irreversível” e querem fazer oposição ao “fascismo bolsonarista”, nas palavras deles.

O que diz Moro

Em nota enviada ao jornal O Estado de S. Paulo, Moro disse que a inclusão da delação de Palocci “não revelou nada novo”, já que o ex-ministro havia prestado antes depoimento público sobre fatos envolvendo Lula.

“A inclusão da delação no processo visou a garantia da ampla defesa, dando ciência de elementos que eram relevantes para o caso e que ainda não haviam sido juntados aos autos, como exposto no despacho. Eu, como juiz, sequer proferi sentença na ação penal na qual houve a inclusão da delação de Palocci”, afirmou o ex-juiz da Lava Jato, em referência à ação do Instituto Lula.

Moro observou ainda que a sentença condenatória que proferiu contra Lula foi em outro caso, a do triplex do Guarujá, em julho de 2017. “Muito antes de qualquer campanha eleitoral, sendo ainda confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região e o Superior Tribunal de Justiça”, ressaltou.

Redação Jornal Tempo Novohttp://WWW.portaltemponovo.com.br
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