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terça-feira, 20 de outubro de 2020

Mulher trans quer ser prefeita de cidade da Grande Vitória

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Bianca Biancardi quer ser a primeira mulher trans a concorrer à prefeitura de uma cidade capixaba. Foto: Divulgação

Aos 52 anos, a empresária Bianca Biancardi quer ser prefeita de Cariacica. Ele é mulher transgênero e diz que caso sua candidatura seja confirmada pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB) – a convenção da legenda será hoje (14) à noite – ela será a primeira pessoa nesta condição a concorrer ao cargo de chefe do executivo de um município capixaba.

Católica praticante e voz ativa no movimento empresarial de Campo Grande, polo comercial onde tem um salão de beleza há 30 anos, Bianca concluiu o processo de transição sexual em 1999 com a cirurgia de mudança de sexo. Mas só em 2005 conseguiu alterar o nome que tinha ao nascer, Elder Biancardi.

“Fui a primeira pessoa transgênero do Estado a ter novo nome reconhecido pela Justiça. Fazer a transição era uma necessidade de juntar o psíquico ao corpo. Foi uma batalha que comecei aos 15 anos e consegui concluir com a cirurgia aos 30 anos”, conta.

Bianca, que nunca concorreu a cargo eletivo, sabe que vai chamar muita atenção por ser mulher trans tentando chegar a uma prefeitura. Mas gostaria que fosse reconhecida não por isso, mas por suas propostas. “O fato de eu ser uma trans tentando concorrer a cargo eletivo serve apenas para mostrar que todas as pessoas têm que ter direitos iguais, não importa o gênero”, observa.

Dentre as propostas de Bianca, estão melhorias no polo comercial de Campo Grande, que é o maior a céu aberto do ES, redução de cargos comissionados e secretarias na prefeitura de Cariacica sem prejuízo dos serviços prestados à população, além de políticas de inclusão e assistência social. Dentre elas uma casa de acolhimento e internação para idosos, centro de atendimento para moradores de rua, incluindo aí atenção específica para as pessoas LGBTQI+ que também estão sem casa. O mesmo ela também pretende fazer para crianças e adolescentes LGBTQI+ expulsos de seus lares e que para sobreviverem acabam caindo na prostituição.

Bianca acrescenta que também pretende implantar, em Cariacica, programas de qualificação profissional anunciados pelo Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Tais programas ainda não foram postos em prática pelo país. Vale lembrar que o Ministério é comandado por Damares Alves, pastora evangélica que coleciona declarações controversas acerca das questões de gênero e das minorias.

Para ser candidata à Prefeitura de Cariacica, Bianca precisa ser referendada pelo PMB e depois registrada no TRE. O prazo para registro é até 26 de setembro.

Polêmica  

No último sábado, a coluna Universa que é dedicada ao público LGBTQI+ no site de notícias  UOL, publicou matéria sobre a pré-candidatura de Bianca afirmando que ela é bolsonarista e conservadora. Ao Tempo Novo, Bianca disse que houve interpretação equivocada a respeito das declarações que deu ao periódico.

Sobre esse tema, a assessoria de Bianca acrescentou que ela tem alguns posicionamentos conservadores por fazer parte da Renovação Carismática Católica (RCC). E que já teceu críticas a algumas bandeiras e métodos do movimento LGBTQI+, mas negou que Bianca seja bolsonarista.

A polêmica em torno do tema existe pelo fato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ter dado, ao longo de sua carreira política, diversas declarações homofóbicas e misógenas. Inclusive em 2017 o então deputado federal Bolsonaro foi condenado por crime de incitação ao estupro após dizer à deputada Maria do Rosário (PT), durante bate-boca entre os dois, que ela não merecia ser estuprada por ser feia e não fazer o tipo dele.

Já presidente, Bolsonaro pediu desculpas à deputada. Mas só após ser obrigado pela Justiça.

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