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Maioria apoia fim da 6×1 e já sabe o que fazer com a folga

Proposta aprovada na Câmara está no Senado. Pesquisa Genial/Quaest mostra apoio estável há um ano e revela o que o trabalhador pretende fazer com a
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Pesquisa Quaest mostra apoio de 69% ao fim da escala 6x1. Descansar e ficar com a família é o plano de mais da metade dos trabalhadores. Crédito: divulgação.
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O fim da escala 6×1 tem o apoio de 69% dos brasileiros, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana. Apenas 22% se dizem contrários à mudança, que acaba com o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso. A proposta já passou pela Câmara dos Deputados e agora espera votação no Senado.

O dado mais revelador não é o tamanho do apoio, mas a consistência dele. Em julho de 2025, quando o debate ganhou força, 69% já defendiam o fim da escala. O número chegou a 72% em dezembro, ficou em 68% em maio e voltou a 69% agora. Ou seja: um ano depois, a opinião do brasileiro não mudou.

A pauta da escala 6×1 também furou a bolha de Brasília. Três em cada quatro entrevistados (75%) afirmaram que já sabiam da aprovação na Câmara antes de responder à pesquisa.

Descanso e família lideram os planos

A Quaest também perguntou o que o trabalhador pretende fazer com o tempo livre, caso a mudança seja aprovada. Entre os que acreditam que vão trabalhar menos horas, a resposta mais comum tem pouco de extraordinário e muito de vida real: 53% querem descansar e passar mais tempo com a família.

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Na sequência aparecem buscar outro trabalho ou fazer hora extra para aumentar a renda (13%), fazer cursos ou estudar (12%), ir à igreja (9%), passear, ir a bares e restaurantes (6%) e viajar (4%).

O segundo item da lista merece atenção: para uma parte dos trabalhadores, a folga extra não seria lazer, e sim oportunidade de fazer bico. Um retrato do orçamento apertado de muitas famílias.

Metade duvida do efeito na prática

Apesar do apoio amplo, o brasileiro está dividido sobre o efeito real da mudança. Metade (50%) acredita que vai de fato trabalhar menos horas por semana se a proposta virar lei. Outros 45% não acreditam, e 5% não souberam responder.

A desconfiança tem cor política. Entre lulistas, 65% acreditam na redução da jornada. Entre eleitores de direita não bolsonarista, a maioria (56%) acha que nada vai mudar na prática. Entre independentes, o empate é exato: 46% contra 46%.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas em entrevistas presenciais entre os dias 10 e 13 de julho, em 120 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Foto de Yuri Scardini

Yuri Scardini

Yuri Scardini é diretor de jornalismo do Jornal Tempo Novo e colunista do portal. À frente da coluna Mestre Álvaro, aborda temas relevantes para quem vive na Serra, com análises aprofundadas sobre política, economia e outros assuntos que impactam diretamente a vida da população local. Seu trabalho se destaca pela leitura crítica dos fatos e pelo uso de dados para embasar reflexões sobre o município e o Espírito Santo.

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