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Homem é preso suspeito de aplicar golpe de mais de R$ 100 mil contra personal trainer na Serra

Investigado teria entregado carro alugado em troca de motocicleta e usado reconhecimento facial da vítima para contratar financiamento.
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golpe de R$ 100 mil na Serra
Um homem de 27 anos foi preso suspeito de causar prejuízo superior a R$ 100 mil a um personal trainer na Serra. Segundo a polícia, ele teria usado um carro alugado e o reconhecimento facial da vítima no golpe. Crédito: Divulgação
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Um homem de 27 anos foi preso após uma investigação apontar um golpe que causou prejuízo superior a R$ 100 mil a um personal trainer. Segundo a polícia, o suspeito usou até o reconhecimento facial da vítima para contratar um financiamento de forma fraudulenta.

A Polícia Civil prendeu o investigado nesta terça-feira (22), na Serra, durante o cumprimento de um mandado judicial. A Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa) conduziu a investigação.

Suspeito teria trocado carro alugado por motocicleta

De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), o homem ofereceu um automóvel em troca da motocicleta do personal trainer.

A vítima aceitou a negociação. No entanto, semanas depois, descobriu que o carro não pertencia ao suspeito.M Na verdade, segundo a investigação, o veículo havia sido alugado.

O delegado Fabiano Alves, titular da Defa, explicou como o esquema teria ocorrido. “Ele teria oferecido um automóvel em troca da motocicleta da vítima. Semanas depois da negociação, o personal trainer descobriu que o carro recebido não pertencia ao investigado e, na verdade, era um veículo alugado”, afirmou ao Tempo Novo.

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Reconhecimento facial teria sido usado em financiamento

Além da troca dos veículos, os investigadores identificaram outro ponto do golpe.

Durante a negociação, o suspeito teria pedido que o personal trainer realizasse um procedimento de reconhecimento facial.

Segundo o delegado, o homem afirmou que a biometria seria necessária para concluir a transferência do automóvel. Entretanto, a polícia apurou que o reconhecimento facial teve outra finalidade.

O investigado teria usado os dados biométricos para contratar um financiamento de veículo em nome da vítima, sem autorização.

Dessa forma, o prejuízo aumentou ainda mais.

Ao somar o valor da motocicleta entregue na negociação e o financiamento contratado de maneira fraudulenta, a Polícia Civil calcula perdas superiores a R$ 100 mil.

Preso já era investigado por outro estelionato

A Polícia Civil informou ainda que o homem possui antecedentes criminais.

Além disso, agentes da própria Defa já haviam prendido o investigado em julho de 2025, no Estado de São Paulo. Naquela ocasião, a Polícia Civil paulista participou da operação.

Segundo Fabiano Alves, o homem respondia a outro mandado de prisão por estelionato. “Na ocasião, ele era alvo de outro mandado de prisão por estelionato, em um caso conhecido como ‘estelionato do amor’”, explicou o delegado.

Após a nova prisão, os policiais levaram o homem para os procedimentos legais.

Em seguida, ele foi encaminhado ao Centro de Triagem do Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa. O investigado permanece à disposição da Justiça.

Foto de Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli

Ana Paula Bonelli é repórter e chefe de redação do Jornal Tempo Novo, com 25 anos de atuação na equipe. Ao longo de sua trajetória, já contribuiu com diversas editorias do portal e hoje se destaca também à frente da coluna Divirta-se.

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