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Greve de coletores de lixo continua na Serra e empresas afirmam que movimento é ilegal

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Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

A greve teve início na última quinta-feira (12). Foto: Divulgação

Há 13 dias, desde o último dia 12 de novembro, bairros da Grande Vitória estão enfrentando problemas na coleta de lixo doméstico. A situação se dá devido a greve dos funcionários que trabalham nos caminhões de coleta de lixo em diversas cidades capixabas, inclusive na Serra. Os prejuízos ao serviço de limpeza já podem ser notados pelas ruas.

A greve foi anunciada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Espírito Santo (Sindirodoviários) e confirmado pelo TEMPO NOVO, juntamente ao presidente do órgão, Marcos Alexandre (Marquinho Jiló).

Conforme já informado anteriormente, o Sindirodoviários – que representa a categoria – realizou uma assembleia onde os trabalhadores da coleta de lixo de 28 cidades do Espírito Santo não aceitaram a proposta de reajuste oferecida pelas empresas e deliberaram pela paralisação.

Vale destacar que, na Serra, quem presta os serviços de limpeza é a Corpus Saneamento e Obras. A empresa ganhou uma nova licitação feita pela prefeitura neste ano. Sendo assim, os coletores de lixo são funcionários da Corpus, através de contrato firmado com a Prefeitura da Serra.

A reportagem apurou que o Sindicato Estadual das Empresas de Limpeza Urbana do Espírito Santo (Selures) ofereceu uma proposta de 2.46% de reajuste – o que não foi aceito pelos funcionários da limpeza.

Com isso, o Sindirodoviários decidiu manter 30% da frota dos veículos para atendimento essencial aos moradores. Além dos caminhões de lixo, a Corpus possui outros veículos na frota: coleta de entulho, fiscalização, caminhões caçambas, entre outros maquinários.

Entretanto, as empresas entraram com uma medida judicial junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES), “visando à manutenção do serviço de coleta, de caráter essencial à sociedade”. O TRT determinou a manutenção de 70% das atividades em toda base de abrangência do Sindirodoviários, sob pena de multa de R$ 50 mil reais por dia em caso de descumprimento.

Por meio de nota, o Sindicato das Empresas de Limpeza Pública do Espírito Santo (Selures) esclareceu que está direcionando todos os esforços para restabelecer a coleta de lixo impedida pelo movimento grevista iniciado pelo Sindirodoviários, no último dia 12 de novembro, que se arrasta com graves descumprimentos às leis e às medidas judiciais, gerando incalculáveis prejuízos à coletividade em um momento tão delicado, quando se enfrenta o aumento dos casos de Coronavírus.

Disse também que o salário dos motoristas de limpeza urbana já é o maior da categoria, não sendo viável, muito menos compatível com um momento de crise, pleitear aumento real.

As empresas que compõem o sistema garantiram, neste período, todos os  benefícios e salários, não medindo esforços para manter o quadro de funcionários e cumprindo todas as medidas para prevenção ao Covid-19, como o afastamento dos colaboradores enquadrados no grupo de risco.

Sindicato das empresas diz que movimento

grevista é ilegal | Confira nota do Selures na íntegra

Sobre a greve, o Sindicato das Empresas de Limpeza Pública do Espírito Santo (Selures) esclareceu que está direcionando todos os esforços para restabelecer a coleta de lixo impedida pelo movimento grevista iniciado pelo Sindirodoviários, no último dia 12 de novembro, que se arrasta com graves descumprimentos às leis e às medidas judiciais, gerando incalculáveis prejuízos à coletividade em um momento tão delicado, quando estamos enfrentando aumento dos casos de Coronavírus.

Desde o mês de maio, o Selures busca, de forma transparente, justa e conciliatória, um acordo com o Sindirodoviários, acatando, inclusive, os pedidos da categoria para manutenção de todas as cláusulas e benefícios do instrumento coletivo, com recomposição integral da inflação do período de data-base de maio, com  retroatividade na sua aplicação.

 Vale ressaltar que o salário dos motoristas de limpeza urbana já é o maior da categoria, não sendo viável, muito menos compatível com um momento de crise, pleitear aumento real.

As empresas que compõem o sistema garantiram, neste período, todos os  benefícios e salários, não medindo esforços para manter o quadro de funcionários e cumprindo todas as medidas para prevenção ao Covid-19, como o afastamento dos colaboradores enquadrados no grupo de risco.

Pesa ainda neste momento a crise financeira em que muitos municípios se encontram, além dos cortes significativos na prestação de serviços sofridos pela maioria das contratantes.

 Neste momento, surpreende o Selures a postura ultrajante e desrespeitosa do Sindirodoviários, pautando suas condutas por  constantes desacatos à lei e às decisões judiciais, vulnerando os princípios que regem o Estado de Direito Constitucional, dando a parecer que estão acima dos mesmos e que não esperam sofrer sanções.

O Selures reitera  a ilegalidade do movimento grevista e, como afastadas as possibilidades de conversa, agora aguarda posicionamento do Poder Judiciário para que o serviço seja retomado de forma plena. 

O sindicato patronal reforça junto à população que as empresas de limpeza não estão medindo esforços para restabelecer os serviços de limpeza, na maior brevidade possível, buscando corrigir os prejuízos causados à população.

Ana Paula Bonellihttps://www.portaltemponovo.com.br
Moradora da Serra, Ana Paula Bonelli é repórter do Tempo Novo há 25 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal.

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