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Governo do ES faz nova proposta de reajuste para policiais com impacto de R$ 600 milhões

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Governo Casagrande afirma que empréstimo é essencial. Foto: Divulgação
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Secretário Tyago Hoffman diz que impactos na folha salarial será de R4 600 milhões. Foto: divulgação

O Governo do Estado do Espírito Santo segue negociando com as categorias dos servidores da área de Segurança Pública. Na noite da última quinta-feira (27) foi feita uma nova proposta da qual eleva o percentual de reajuste para cerca de 40% para soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militares.

Além disso, antecipa de julho para abril o pagamento de parcelas do reajuste para as demais categorias (mas mantém o percentual, descritos abaixo) tanto dos militares quanto de outros servidores, como policiais civis, por exemplo.

Na prática os reajustes serão parcelados até o ano de 2022 e vão gerar um impacto na folha de pagamento na ordem de R$ 600 milhões até dezembro do ano citado, quando se encerrará o 2º mandato do governador Renato Casagrande (2019-2022). As informações foram passadas pelo secretário de Estado de Governo, Tyago Hoffmann.

De acordo com ele, o reajuste oferecido para soldados elevará os salários dos atuais R$ 2.750 para R$ 3.950 até o final de 2022. Ficando na 9º posição no ranking da tabela salarial apresentada pelas associações de classe.

Até o fim de 2022, a posposta de reajuste para militares de patentes variadas entre cabo e tenente, é de 35% – já oferecidos. Nas patentes mais elevadas de capitão a coronel – além de policiais civis e agentes penitenciários, o aumento proposto pelo Estado é de 30%.

Com algumas diferenças pontuais, todos os reajustes serão feitos de forma fracionada, previstos em três parcelas anuais de 4% cada até 2022.

Algumas categorias vão contar também com a incorporação e antecipação da escala especial – inicialmente previsto para 2021 e sendo antecipado para julho desse ano.

Hoffman explicou que na próxima segunda-feira (2) haverá uma nova rodada de conversas entre Estado e os representantes das classes, da qual se espera bater o martelo e enviar o projeto para apreciação dos deputados.

Entretanto as negociações prometem se alongar, já que representantes das diversas associações ainda questionam a propostas e dizem que “não há avanços significativos”. Um dos empecilhos é a questão da escala especial, da qual as categorias reivindicam ao menos duas. Entre outros pontos.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

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