Golpe do consórcio: polícia prende 4 suspeitos e fecha empresas durante operação no ES

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O deputado da Serra, Vandinho Leite, é o presidente da Comissão da Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa. Crédito: Divulgação

Na terça-feira (16), a Polícia Civil do Espírito Santo deflagrou a Operação MADOFF 027 e a segunda fase da Operação Consórcio Fake, resultando na interdição de três empresas de consórcio e na detenção de quatro pessoas envolvidas.

A ação, realizada em conjunto pela Delegacia Especializada de Defraudações e Falsificações (Defa), a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), o Procon Estadual e a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa, visa desarticular uma organização criminosa especializada em golpes financeiros, conhecido como “golpe do consórcio”, que prejudicou centenas de consumidores.

O deputado da Serra, Vandinho Leite, é o presidente da Comissão da Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa.

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De acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (18), um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) encaminhado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) revelou que as transações financeiras dos indivíduos envolvidos podem ultrapassar a impressionante cifra de R$ 602 milhões em um período de apenas dois anos.

A operação resultou na interdição de estabelecimentos suspeitos e na prisão em flagrante de quatro suspeitos. Além disso, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas sedes das empresas e residências dos responsáveis. As atividades econômicas das empresas foram suspensas judicialmente e um montante de R$ 640.103,42 foi bloqueado judicialmente.

Durante a operação, a polícia apreendeu diversos itens, incluindo veículos de luxo, armas de fogo, munições, carregadores, relógios de alto valor, além de notebooks, celulares e documentos. Outros três veículos também foram bloqueados judicialmente, incluindo um Range Rover Evoque 2022, um BMW X1 2022 e um Ford Fusion 2018.

A investigação revelou que as empresas utilizavam táticas enganosas para atrair consumidores, prometendo financiamentos que, na realidade, eram consórcios não assegurados. A abordagem consistia em anúncios falsos em sites de vendas e redes sociais, levando as vítimas a acreditar em falsas ofertas. Após atrair os consumidores até suas instalações, os suspeitos induziam as vítimas a assinar contratos de consórcio.

O delegado Eduardo Passamani, titular da Decon, destacou que os suspeitos exploravam a boa-fé das vítimas, apresentando propostas atrativas para, posteriormente, revelar a verdadeira natureza do esquema. No desdobramento da operação realizada em julho, outras empresas de consórcio foram interditadas e suspeitos foram detidos por induzirem consumidores ao erro e por envolvimento em tentativa de estelionato e organização criminosa.

Foto de Gabriel Almeida

Gabriel Almeida

Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos da cidade da Serra e temas de interesse público estadual.

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