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Givaldo Vieira escolhe praça da Serra para ‘aula sobre impactos da PEC 241’

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O deputado falou aos moradores e estudantes da sede do município. Foto: Divulgação
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O deputado falou aos moradores e estudantes da sede do município. Foto: Divulgação

O deputado federal Givaldo Vieira (PT), que disputou as eleições de prefeito da Serra no primeiro turno de 2016, escolheu a praça localizada na sede do município para falar com estudantes da cidade sobre os impactos da Proposta de Emenda à Constituição-PEC 241 (PEC do Teto dos Gastos) em tramitação no Congresso Federal. O parlamentar foi convidado por lideranças do movimento estudantil da cidade, formado por ex-alunos da escola Clóvis Borges Miguel. Também participaram do encontro como palestrantes professores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

A PEC foi aprovada na Câmara dos Deputados em dois turnos e se encontra no Senado, onde já foi lida e deve ser votada nos próximos dias. Com a proposta, o Governo federal espera congelar os gastos públicos nos próximos 20 anos, utilizando apenas os índices da inflação para promover ajustes nos orçamentos dos diversos segmentos da administração.

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“O que acontece é que atravessamos uma grave crise internacional, que afetou a arrecadação do Governo e afetou a força da nossa economia. É preciso, sim, fazer algo, fazer ajustes. Essa turma que está aí, que tomou o Governo sem votos, aplica as chamadas pautas bomba. O Temer entrou e aprovou, a toque de caixa, o aumento do salários do Poder Judiciário e de mais 14 categorias, que a Dilma tinha vetado. O impacto na economia é de R$ 140 milhões”, explicou o petista.

O deputado também alertou que o novo Governo, cujo presidente Michel Temer (PMDB) assumiu após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), entrou “fazendo a gastança e dizendo que o Brasil está quebrado”.

“Querem o Estado mínimo, que não vai mais cuidar dos pobres, passando mais recursos do orçamento (da União) para os grandes banqueiros e fazer o governo dos ricos. E o mais grave, toda a economia feita ao logo dos vinte anos (da PEC 241), metade do que gasta hoje, não vai para a educação, saúde ou obras, pois é proibido na PEC. Vai servir para pagar juros da dívida. Estão fazendo uma PEC que vai quebrar o Brasil, pois quando se faz arrocho demais, não faz obras, diminui a economia e gera mais desemprego, cai a arrecadação e o país fica no ciclo da recessão. A PEC da Maldade vai tirar dos mais pobres para dar aos mais ricos. PEC do Fim do Mundo, pois vai jogar o Brasil a um país sem futuro”, concluiu o deputado.

 

Foto de Mari Nascimento

Mari Nascimento

Mari Nascimento é repórter do Tempo Novo há 24 anos. Atualmente, a jornalista escreve para diversas editorias do portal, principalmente para a de Política.

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