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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Famílias perdem posse de imóvel para União e terreno se torna ponto de drogas

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Gabriel Almeidahttps://www.portaltemponovo.com.br/
Morador da Serra, Gabriel Almeida é repórter do Tempo Novo há mais de quatro anos. Atualmente, o jornalista escreve para diversas editorias do portal.

Ronaldo Sabará, antigo dono do terreno, diz que não irá mais recorrer a decisão judicial. Foto: Gabriel Almeida

Um terreno com cerca de 5 mil² que fica na entrada de José de Anchieta, na Serra, foi desocupado pela Justiça Federal na última terça-feira (27). Desde 1992 o espaço era alvo de uma briga judicial entre moradores e o Governo Federal e agora a posse do terreno foi dada a União. Segundo um morador da região, o imóvel que é avaliado em R$ 5 milhões, passou a ser ponto de consumo de drogas.

O terreno que fica a beira da BR-101 abrigava cinco casas, três bares, um consultório odontológico, uma oficina mecânica e uma borracharia. Os imóveis eram alugados pelo antigo proprietário, Ronaldo Sabará. Ele conta que o terreno pertencia a empresa Ciel Elétrica, e que sua família morava no local há mais de 50 anos. “A empresa faliu e ficou devendo impostos ao Governo”, conta Ronaldo.

A União entrou com uma ação de reintegração de posse do terreno da empresa para quitar as dívidas deixadas. “A empresa faliu e meu pai, Jair Sabará, ficou no terreno vigiando. Morávamos no local há 53 anos. A União anunciou a reintegração de posse em 2016 e o prazo final para desocupar completamente a área foi nesta terça”, detalha Ronaldo.

Ronaldo diz que não irá recorrer da decisão judicial. “Chegamos a ganhar há alguns anos a posse do terreno em primeira instância, mas com a morte do advogado que contratamos, ficamos sem notícia e sem saber o andamento do processo e acabamos perdendo o prazo para tentar reverter a situação”, afirma.

Um dos inquilinos que tiveram que sair do local é Carlos Silva Pimentel, do Bar do Pelé. O estabelecimento funcionava na região há mais de 30 anos. “O jeito é sair, resistimos até onde deu. Agora é procurar outro local e recomeçar”, desabafa.

Moradores afirmam que usuários de drogas e moradores de rua estão invadindo o espaço. Foto: Gabriel Almeida

“Temos um clima de medo na região”

Com a reintegração do terreno, vieram alguns problemas para a comunidade. “Desde que isso tudo começou a ser jogado no chão e os comércios saíram daqui, o terreno passou a ser utilizado por usuários de drogas e moradores de rua que estão passando a noite no local. Já temos um clima de medo na região”, declara um morador que não quis se identificar.

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) confirmou a reintegração de posse. Questionada sobre o que será feito com o terreno, a assessoria informou que ainda será avaliado.A assessoria não se pronunciou se será construído um novo muro no entorno do terreno, disse que enquanto não for decidido qual será a destinação do espaço, ele será mantido sob vigilância para evitar novas ocupações irregulares.

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