Mais de 110 mil toneladas de lixo foram retiradas de vias públicas em apenas um ano na Serra, resultado do descarte irregular em diferentes pontos do município. A prática, além de causar impactos ambientais e urbanos, também gera custos elevados aos cofres públicos.
Somente em 2025, a Prefeitura Municipal da Serra gastou mais de R$ 16 milhões com a limpeza dessas áreas. De acordo com o município, o valor poderia ter sido investido em melhorias como a construção de até dois Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEIs) ou a implantação de oito novas praças públicas.
Para combater o problema, a Secretaria de Serviços (Sese) passou a utilizar drones no monitoramento de pontos críticos, permitindo flagrar o descarte irregular em tempo real. Após a identificação, equipes de fiscalização são acionadas e os casos encaminhados à Secretaria de Meio Ambiente (Semma), responsável pelas medidas administrativas.
O descarte irregular é considerado infração e pode gerar multas que variam de R$ 1.000,01 a R$ 50 mil, conforme a gravidade.
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Segundo o secretário municipal de Serviços, Enivaldo Dias, o prejuízo vai além da limpeza urbana. “Quando o lixo é descartado de forma irregular, toda a população é impactada. São recursos que deixam de ser aplicados em áreas essenciais, como educação, lazer e infraestrutura”, afirmou.
Como alternativa, o município disponibiliza pontos de entrega voluntária para descarte gratuito de entulho, restos de poda e resíduos da construção civil. Esses locais estão distribuídos em bairros como Barcelona, Jardim Carapina, Vila Nova de Colares e Novo Porto Canoa.
Além disso, a cidade investe em ações de conscientização por meio do projeto Caminhos do Lixo, que promove atividades educativas com crianças e jovens em escolas, igrejas e associações comunitárias.
A população também pode contribuir denunciando o descarte irregular por meio do aplicativo Colab ou pelo WhatsApp disponibilizado pela prefeitura no número: (27) 99517-9126.